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Maluf é internado com dores no peito

Folhapress
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São Paulo - Após reclamar de fortes dores no peito, o ex-prefeito Paulo Maluf, preso desde o dia 10 na carceragem da Polícia Federal (PF) de São Paulo, foi transferido ontem para o Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas. Internado às 11h, Maluf passou por um cateterismo. O exame, feito via arterial pela perna esquerda, serve para detectar possível obstrução nas artérias coronárias.

O procedimento durou aproximadamente 30 minutos. A equipe médica responsável pelo atendimento de Maluf afastou a possibilidade de infarto. Disse que o ex-prefeito, que tem 74 anos e já sofreu um infarto em 1996, possui artérias coronárias dilatadas e tortuosas, mas sem lesões obstrutivas graves.

Hoje o ex-prefeito deverá passar por uma endoscopia digestiva - exame do estômago. Por conta do resultado do cateterismo, os médicos informaram que o ex-prefeito está clinicamente bem, em recuperação e receberia alta ontem - caso não apresentasse nenhuma regressão em seu quadro clínico. Na prisão, Maluf deverá seguir um tratamento medicamentoso.

Desde o dia em que foi preso, ontem foi a primeira vez que o ex-prefeito viu a mulher, Sylvia Maluf. Por recomendação dos advogados, ela não foi visitá-lo na PF. Além de Sylvia, os filhos Octávio, Lina e Lígia e a nora Jacqueline, casada com Flávio, também foram ao hospital. A família esperou praticamente o dia todo, em uma sala de visitas, a permissão médica para ver o ex-prefeito - o que só ocorreu no final da tarde e por alguns minutos.

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se ontem de forma contrária ao pedido de revogação da prisão preventiva do ex-prefeito Paulo Maluf e do filho dele Flávio, presos na carceragem da PF. O pedido de revogação da prisão foi apresentado anteontem pelos advogados dos Maluf. Antes de ser julgado pela juíza Sílvia Maria Rocha, da 2.ª Vara Federal, o pedido foi encaminhado à Procuradoria da República para manifestação. Com a negativa do Ministério Público, a juíza irá analisar hoje o pedido dos advogados de Maluf.

O principal argumento da defesa é o interrogatório do doleiro Vivaldo Alves, o Birigüi, que aconteceu na semana passada. Quando Rocha decretou a prisão, disse que pai e filho poderiam interferir na versão apresentada pelo doleiro - principal acusador dos Maluf. Como Birigüi já depôs, não haveria necessidade da prisão, dizem os advogados.

Ontem a Justiça Federal aventou a possibilidade de transferir o ex-prefeito para um hospital-penitenciária. A equipe médica de Maluf, no entanto, pediu para que ele dormisse no Incor, onde é acompanhado por dois agentes da PF, para recuperação do exame de cateterismo. A juíza-corregedora da carceragem, Raecler Baldresca, informou ontem que, antes de definir uma nova transferência, precisava receber um laudo médico sobre as condições do ex-prefeito - o que ainda não havia ocorrido.

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