Tribuna do Leitor

República do Brasil


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Existe, no meio da população brasileira, uma descrença crescente em relação ao sistema político que é causada por um regime doentio e sem representação popular como o republicano. Sistema este que, cada vez mais, empurra a Nação ao caos político-econômico, desprezando as necessidades da população cada vez mais carente, enquanto uma minoria goza das benesses do poder. Quem observar o hino republicano encontrará uma contradição, na linha onde diz: “Liberdade abre as asas sobre nós” deveria estar dizendo assim: "Opressão engula todos nós".

Desde que Deodoro da Fonseca cometeu a insanidade histórica de colocar o Brasil em grilhões e, diga-se de passagem por causa de um amor não correspondido, a vida nacional tem sido um mar de lama.

De Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva, vemos as elites se beneficiarem do poder em detrimento da população, somando-se a isso a degradação econômica imposta por esses regimes.

Enquanto no Império a economia era estável e se buscava a libertação dos escravos, o movimento republicano seguia caminho inverso. O movimento republicano mergulhou o País numa crise econômica que perdura até hoje em pleno século 21.

Na questão da libertação dos escravos, observamos uma ferrenha oposição ao trono por parte dos usineiros devido à assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel. Os usineiros passaram para o lado republicano por estar descontentes com a libertação dos escravos, fato este que demonstra a verdadeira face do regime republicano. Isto é, os republicanos queriam manter, a todo custo, a escravidão no País, beneficiando, assim, os grandes usineiros. Se observarmos os primeiros governos republicanos, os negros foram deixados de lado pelos republicanos.

Ainda me recordo do plebiscito de 1992, quando Orestes Quércia e o ator global Milton Gonçalves tiveram a coragem de demonstrar um analfabetismo histórico absurdo quando, em rede nacional de televisão, falaram que, se a monarquia voltasse, a escravidão voltaria também.

Vamos ensinar história a Orestes Quércia e a Milton Gonçalves. Ao assinar várias leis em prol dos escravos e a conseqüente assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, os usineiros descontentes passam para o lado republicano, pois, perderam sua principal fonte de renda: o escravo.

O negro, no regime republicano, só alcançou igualdade de direitos agora, no início do século 21. No Império, temos vários destaques negros na política e literatura, como, por exemplo, José do Patrocínio e Machado de Assis.

No Paço Imperial, todos os negros eram alforriados. Na área econômica, o Império do Brasil era uma das maiores potências econômicas do mundo. Hoje, no regime republicano, cada brasileiro deve ao FMI cerca de US$ 1.500,00 por mês.

No Império, o brasileiro era respeitado em todo mundo. No regime republicano, o brasileiro é rebaixado à condição de cachorro. Por exemplo, em um certo hotel americano tinha uma placa que dizia assim: proibida a entrada de cachorros e brasileiros.

No Império, o imperador pagava bolsa de estudos para os súditos no Exterior. Na República, a educação é das mais deficientes do mundo. E agora, Orestes Quércia e Milton Gonçalves? Por tudo isso, a corrupção no regime republicano é apenas a ponta do iceberg.

Valdir Roberto Gonçalves Mucheroni - RG 20.496.557-3

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