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O melhor do barroco

Por Zarcillo Barbosa | Especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 3 min

Barroco é um estilo de arquitetura que predominou na Europa e na América Latina de meados do século 16 ao século 18. O termo significa uma forma extravagante de raciocínio. Representa um apelo ao emocional, ao patético. Daí, em arquitetura, o emprego de linhas de ordem colossal, das curvas e contracurvas, das súbitas interrupções. Em pintura caracteriza-se por composições em diagonal, jogos de perspectivas e a obsessiva transmissão de movimento e instabilidade.

Para apreciá-la em Ouro Preto, veja:

Igreja de São Francisco de Assis – Os dois grandes mestres do barroco mineiro estão presentes nesta igreja: Aleijadinho, na arquitetura e nas esculturas, e Manuel da Costa Ataíde, que pintou no teto uma madona mulata cercada de anjinhos igualmente pardos. A fachada e as torres lembram um estilo militar. Do adro da igreja avista-se o Pico do Itacolomi, referencial da cidade. São de Aleijadinho o projeto da igreja, do púlpito do altar-mor, dos altares laterais e da fonte da sacristia. Aberta à visitação de terça a domingo, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h.

Basílica de Nossa Senhora do Pilar – Tem seis altares com talha dourada. Talvez seja a igreja mais rica do Brasil em ouro. A cômoda de jacarandá e o oratório da sacristia devem ser vistos com cuidado. Vá ao Museu de Arte Sacra. Aberta de terça a domingo, das 9h às 10h45 e das 12h às 16h45.

Igreja Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias – No chão da igreja foram enterrados Aleijadinho e Marília (Maria Dorotéa Joaquina de Seixas), a musa inspiradora de Tomás Antonio Gonzaga, que escreveu o poema “Marília de Dirceu”. Nunca se casaram. O romance foi interrompido pelo degredo de Tomás em Angola. Ela morreu solteira e criou o filho nascido desse amor. A fonte e a ponte onde se encontravam estão próximas. Os restos mortais, no entanto, estão no Museu da Inconfidência. Na igreja, os suportes da mesa funerária com figuras de leões, são de Aleijadinho. A igreja precisa ser restaurada.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos ou Santa Ifigênia – Na torre está o relógio mais antigo da cidade, comprado em 1762. A cruz no alto da fachada é de 1762. O templo foi construído com o dinheiro do escravo Chico Rei, alforriado com o ouro da mina que descobriu e até hoje existe. Também comprou a liberdade de outros companheiros com o dinheiro da mina. Fez questão de construir a igreja no lugar mais elevado para mostrar a superioridade de negros e mulatos como “raça”. Do alto da igreja tem-se uma visão geral da cidade. Funciona de terça a domingo, das 8h30 às 16h30.

Igreja Nossa Senhora do Rosário – Tem fachada circular, exemplo raro da arquitetura barroca. A imagem de Santa Helena é de Aleijadinho. Visitas de terça a sábado das 12h às 16h45 e aos domingos, das 12h às 15h30.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Os altares laterais de São João e de Nossa Senhora da Piedade são de Aleijadinho. O Museu do Oratório vale a visita e o ingresso custa apenas R$ 2,00. Abre diariamente, mas fecha para o almoço das 11h50 às 13h30.

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