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Lombada eletrônica já multa moto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A lombada eletrônica, instalada na quadra 21 da avenida Nações Unidas, no sentido Centro/Bairro, já está multando as motocicletas que passarem pelo local acima de 60 quilômetros por hora, velocidade máxima permitida para aquele trecho da via. O equipamento entrou em funcionamento ontem à tarde, logo após ser aferido por técnicos do Instituto Nacional de Metrologia (INMetro).

Dirigindo um carro do INMetro e levando a bordo um cronotacômetro, Luiz Antônio Brizzi, chefe de divisão técnica do órgão, passou pelo ponto de fiscalização cinco vezes em cada uma das duas faixas para aferir a marcação do display da lombada. A operação exigiu a interdição de trecho da Nações. “Utilizamos o cronotacômetro porque o velocímetro dos carros nem sempre mostram a velocidade real. Como não houve erro na medição da velocidade, o aparelho é lacrado e entra em funcionamento”, explicou.

Por enquanto, a lombada eletrônica da Nações sentido Centro/bairro é a única entre os 14 pontos de fiscalização eletrônica da velocidade em Bauru com condições técnicas para fotografar a placa traseira dos veículos. As outras duas lombadas eletrônicas e os onze radares de Bauru, de tecnologia menos avançada, fotografam a placa dianteira dos veículos.

Como as motos têm apenas placas traseiras, os equipamentos não conseguem registrar a infração de trânsito em fotografia, de acordo com a Sinal Ronda, contratada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para operar os equipamentos de fiscalização eletrônica em Bauru. Mas a intenção da Emdurb é trocar as outras duas lombadas eletrônicas por modelos mais modernos, como a que entrou em funcionamento ontem.

Atento à nova lombada eletrônica, cujo display é menor que o da antiga que ainda está funcionando na Nações Unidas no sentido bairro/Centro, o mototaxista Marco Antônio dos Santos, tirou o pé do acelerador ao ver que o aparelho já estava funcionando ontem à tarde. “Eu passei a 35 quilômetros por hora porque vi que estava ligada (a lombada). Mas, normalmente, a gente anda a 70 quilômetros por hora naquele trecho da Nações Unidas. É uma avenida de trânsito rápido e o mototaxista tem que ser ágil para atender o cliente”, argumenta.

Se não tivesse desacelerado sua moto, Santos teria sido multado. “Mas agora vou procurar andar mais devagar e respeitar a sinalização. A multa é pesada, mas a gente paga. Mas não dá para correr o risco de ter a carteira suspensa por causa dos pontos. Se tiver a carteira suspensa, não posso trabalhar”, ressalta ele que não acredita que os equipamentos eletrônicos de controle de velocidade colaboram de fato com a segurança no trânsito. “A gente sabe que todo mundo reduz a velocidade um pouco antes, mas depois que passa a lombada, o radar, acelera de novo”, frisa.

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