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Saúde aponta redução na média de atendimentos nos prontos-socorros

Da Redação
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Três meses após a desativação dos prontos-socorros Mary Dota e Vila Ipiranga, que passaram a funcionar como unidades básicas de saúde, e a concentração dos casos de urgência e emergência nos prontos-socorros Central, Infantil e Bela Vista, a prefeitura anunciou ontem um balanço dos atendimentos. O Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde fez vários comparativos numéricos com as médias diárias de atendimento e registrou queda nos números de pacientes.

As alterações no sistema envolveram remanejamento de equipes das unidades de saúde do Mary Dota e Ipiranga, que passaram a oferecer atendimento ambulatorial efetivo entre 7h e 21h, para os prontos-socorros Central, Infantil e Bela Vista.

“O que tem que ser observado nesses três meses é que não houve nenhum problema no atendimento de urgência e emergência. As unidades estão respondendo à demanda. O que ainda precisa ser solucionado é a demanda ambulatorial na urgência e emergência. Mas isso só será resolvido por completo com a inversão total do modelo, ou seja, com oferta maior de consultas em todas as unidades básicas da rede, para que assim a população tenha acesso fácil”, comenta Aigiro Kamada, diretor do Departamento de Urgência e Emergência.

Segundo ele, nesse período aconteceram acidentes graves e o Pronto-Socorro Central suportou bem a demanda de pacientes. “O problema de pacientes em macas, divãs e corredores não é exclusivo de Bauru. No entanto, isso não significa que estamos satisfeitos, que não queremos mudar. Embora esse quadro seja comum em muitos hospitais, estamos buscando os caminhos para as soluções. Queremos em Bauru um atendimento mais humanizado e eficiente”, frisa.

Com o remanejamento de funcionários, o Pronto-Socorro Central teve acréscimo de 30% dos profissionais de enfermagem nos plantões e houve melhora no quadro de funcionários do administrativo e manutenção, segundo Kamada.

Comparação

De acordo com a prefeitura, se comparada a média de atendimento de setembro de 2004 com o mesmo período de 2005, no Pronto-Socorro Bela Vista houve uma queda de 7,4% na demanda. A média de atendimentos caiu de 162 para 150.

Comparados os meses de junho, julho, agosto e setembro de 2005, a tendência de queda também é mantida: 8,2% entre junho e julho (182 para167); 5,3% entre julho e agosto (167 para 158); e 5,6% entre agosto e setembro (158 para 149).

A comparação entre os meses de setembro de 2004 e setembro de 2005 mostra um acréscimo de 3% na demanda média (382 para 394) no Pronto-Socorro Central. Comparando junho, julho, agosto e setembro de 2005 há uma ligeira variação na média de atendimentos: entre junho e julho, aumento de 5,9 % (391 para 414); entre julho e agosto, aumento de 1,93 % (414 para 422); entre agosto e setembro, queda de 6,64 % (422 para 394).

O comparativo entre os meses de setembro de 2004 e setembro de 2005 mostra uma queda de 13,3% na média de atendimentos (234 para 203) no Pronto-Atendimento Infantil. No comparativo entre os meses de junho, julho, agosto e setembro, foram verificados: queda de 5,8% entre junho e julho (242 para 228); entre julho e agosto, aumento de 7% (228 para 244); entre agosto e setembro, queda de 17,7% (244 para 201).

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