Polícia

Policial feminina é acusada de agredir estudante na Bela Vista

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A conduta de uma policial militar (PM) ainda não identificada será analisada pela própria corporação. Ela foi acusada de agredir uma estudante de 13 anos, que voltava da escola com o namorado, na última segunda-feira.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família da adolescente, o casal, assim como outros três alunos, foram abordados a duas quadras da instituição de ensino, situada no Jardim Bela Vista. Durante a busca pessoal, a policial feminina teria sido truculenta com a menina.

“Durante a revista, apertaram os seios dela com tanta força a ponto de deixar as marcas das unhas. Quando ela reclamou, a PM disse que não era a mãe dela, nem professora. Que era melhor ela calar a boca porque ela era autoridade e poderia bater nela a qualquer momento. Também chamou minha filha de vagabunda”, relata a mãe, que procurou a Base Comunitária Noroeste para denunciar o abuso de poder.

A genitora ainda levou o caso ao Plantão da Polícia Civil, que expediu requisição para exame de corpo de delito. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou escoriações lineares na região média do corpo (altura das mamas), provavelmente provocadas pelas unhas. O órgão prestará assistência psicológica à estudante, explica a mãe da garota.

“Eu chorei o dia todo. Nunca passei vergonha como esta”, conta a adolescente, que deixou de freqüentar a escola nos outros dias da semana. De acordo com informações extra-oficiais obtidas pela reportagem, ela é boa aluna e tem comportamento satisfatório. O namorado dela, 16 anos, também. No entanto, fora dos bancos escolares ele seria irrequieto. Na semana passada, envolveu-se numa briga fora da instituição escolar.

Por causa do desentendimento, que poderia resultar num outro, a Polícia Militar foi acionada na data em que ambos foram revistados. “Mas no dia seguinte (ao registro), a mãe dela foi (novamente) ouvida na Base Comunitária. Nós temos um procedimento operacional padrão. Se houve excesso, nós vamos apurar no inquérito policial militar”, explica o porta-voz do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), major Manoel Messias Mello.

De acordo com ele, é ínfimo o número de reclamações de abuso de poder contra policiais militares. Mesmo assim, a denúncia também será apurada pela Polícia Civil, que verificará se as queixas de lesão corporal e o abuso de poder têm fundamento.

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