O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (Seesp), com o apoio da Universidade do Sagrado Coração (USC), promoverá no próximo dia 8 o 1.º Seminário Regional da Enfermagem de Bauru. O evento, que será realizado na USC a partir das 8h30, no anfiteatro E-1, debaterá o tema “Assédio moral: a escravidão psicológica e os males para o profissional da saúde”. O valor da inscrição é simbólico: dois quilos de alimentos não perecíveis.
Dentro do tema, a discussão abordará definições do que é assédio moral, quais as suas formas, como as vítimas devem proceder, projetos de lei, o que diz a Constituição Federal, o assédio moral na saúde, o papel do sindicato e da Delegacia Regional do Trabalho.
De acordo com a assessoria de imprensa da USC, vão participar da mesa de debate a enfermeira Solange Aparecida Caetano, presidente do Seesp; Carmen Dora de Freitas Ferreira, da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Irineu Messias de Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS); Carla Angélica Moreira, especialista em direito do trabalho e mestranda em direitos difusos e coletivos.
O evento será encerrado às 13h30 com a professora Ivone Elgemann, da Secretaria Municipal de Ensino de Mauá. Especialista em neurolingüística, ela realizará uma sessão de terapia do riso.
O assédio moral é uma forma de tortura psicológica, praticada de modo prolongado e repetitivo, que se manifesta por comportamentos, palavras, escritos, atos e/ou gestos capazes de causar ofensa à dignidade e à integridade psíquica do trabalhador, de tal maneira a minar sua autoconfiança e provocar nele uma doença emocional, como angústia, tristeza, depressão, síndrome do pânico, entre outros males.
O objetivo de quem pratica o assédio moral é a exclusão da vítima por meio de pressão deliberada e constante, com o intuito de desmoralizá-la ou até mesmo fazer com que ela peça demissão. Este tipo de dano moral reside na dor pessoal, no sofrimento íntimo, no abalo psíquico e na ofensa à imagem que a pessoa projeta no grupo social, e, por uso, é importante que todos colaborem para evitar este abuso dentro do ambiente de trabalho.
Para modificar esta situação, é preciso orientar os trabalhadores a reagirem a essa forma de manipulação e agressão. No entanto, ainda não existe nenhuma legislação que proteja os trabalhadores e preveja punição aos agressores. As inscrições podem ser feitas até dia 6 de outubro. Mais informações pelo telefone: (14) 3214-4533.