Tribuna do Leitor

“Errare Humanum Est” - 30 anos


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Eu estava aqui matutando sobre a melhor maneira de falar de “Errare Humanum Est”, que estreou no ex-cine BTC há 30 anos atrás, exatamente nos dias 12, 13 e 14 de novembro, ao todo 9 sessões, e de repente, não mais que de repente, me lembrei das vozes da Sônia Castelar, Luciméia, Terezinha, Rosane, Ana, Renata, Mara, Mariangela Cesquini e Mariangela Guimarães, Cilene, Silvinha (vice-prefeita, heim mulher!) e mais Edson Celulari, Alvaro, Toninho Queiroz, Gilson Ribeiro, Quico, Nelson, Alceni, Julião, o grande cartunista Beto Maringoni, autor dos cartazes da peça, amigo Dino, Emir Bechir, ele que fez a trilha musical... Então, me ocorreu que esse elenco possuía qualidade, garra, perseverança (muitos pais não gostavam do diretor), força, ética e homogeneidade. Conseguimos fazer com que a estréia, no dia 12 de novembro de 1975, fosse sucesso, com apoio do Preve, Duda e Zé Luiz. Particularmente, preferia os dois daquele tempo... Com todas as mudanças de ventos e marés, com erros e acertos, com a maior garra - os fracos que me desculpem, mas a garra é fundamental - o elenco resistiu e 30 anos depois vai se reunir quem sabe no Automóvel Clube, dias 12 e 13 de novembro, deste ano. Idéia do Beto Maringoni, secretário Vinagre, Sivaldo e da Chiquito Produções, nada melhor do que um grande encontro com bauruenses deste momento.

Quem quiser participar deste grande encontro, pode ligar no telefone 3214-3326, diariamente após 9 horas da manhã.

Os cris-cris da época, mesmo de hoje, costumam falar, com a sagrada ira dos diletantes, em concessões. Cada um seguiu seu caminho, mas acredito que seguiram suas rotas e o fizeram bem. Naquela turma tinha ainda: Fábio Sormani, hoje comentarista da TV Mulher e da Rádio Record, e Luís Carlos Azenha, jornalista da TV Globo. Para que mais! Considerem os tempos e tentem atirar a primeira pedra.

Da minha parte, sinto o maior orgulho de compartilhar com eles os 30 anos de “Errare Humanum Est”, não só pela direção e texto, mas pelo aprendizado. Saudosismo, não tem nada a ver, apenas um trabalho sério que deu certo nesta cidade, há 30 anos... Compartilhei e compartilho com esses profissionais da mesma trincheira... imagens estão na minha cabeça e posso dizer: vencemos!

Valeu, gente boa!

Paulo Neves - diretor de teatro há 36 anos e 30 anos de “Errare Humanum Est”

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