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O adeus da rainha do rádio

Folhapress
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A cantora Emilinha Borba, 82 anos, uma das rainhas do rádio, morreu ontem no Rio de Janeiro. Segundo um amigo da família, ela sofreu um infarto.

A artista tinha a saúde fragilizada desde junho, quando esteve internada após cair de uma escada e sofrer traumatismo craniano e hemorragia intra-cerebral. Em fevereiro de 2004, chegou a ser hospitalizada após cair da cama e fraturar o braço direito.

Emilinha ficou famosa nos anos 50, quando foi eleita a “Rainha do Rádio” em 1953 e participou de dezenas de filmes da Atlântida (estúdio carioca que produzia chanchadas entre 1941-1983). Segundo o site da cantora, até 1995 ela era a personalidade brasileira que mais tinha sido capa de revistas (350 vezes) no País.

Nascida na Mangueira, Emilinha sempre teve uma ligação estreita com a escola de samba do bairro. Ainda criança, começou a se apresentar em programas de calouros no rádio. Logo formou sua primeira dupla, As Moreninhas, com Bidu Reis.

Seu primeiro disco foi gravado em 1939, pouco antes de ser contratada para cantar no Cassino da Urca, com o apadrinhamento de Carmem Miranda. Mas seu emprego mais duradouro (foram 27 anos) foi na Rádio Nacional. Entre seus maiores sucessos estão “Se Queres Saber”, “Escandalosa”, “Cachito”, “Dez Anos”, “Baião de Dois” e “Paraíba”.

A cantora foi uma das mais famosas estrelas do rádio, mas não se limitou a ele, participando também de diversos filmes entre 1939 e 1967, como “Banana-da-Terra” (1939), “Não Adianta Chorar” (1945), “É Fogo na Roupa” (1952) e “Cala a boca, Etelvina” (1960). No fim da década de 60, problemas nas cordas vocais a levaram à mesa de cirurgia três vezes.

Mesmo no período em que ficou afastada dos microfones, seu enorme fã-clube se manteve fiel - e nunca deixou de rivalizar com os fãs de Marlene, com quem Emilinha disputava o título de Rainha do Rádio. Apesar disso, as duas foram parceiras em diversas canções.

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