Em reunião ontem pela manhã para discutir o Projeto de Lei Complementar 26/05, de autoria do governo do Estado, que muda a forma de contratação de funcionários temporários, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) decidiu fazer um ato de repúdio à proposta em Bauru no sábado com a participação de outras categorias.
Suzi da Silva, diretora da Apeoesp, explica que os professores resolveram convidar funcionários da saúde e outras categorias porque, se o projeto de lei do governo for aprovado, vai reger o contrato de todos os servidores estaduais temporários. O ato está marcado para às 10h, na Praça Rui Barbosa.
A Apeoesp critica duramente dois itens do projeto de lei: o que prevê que o contrato temporário deve ser de seis meses, prorrogáveis por mais seis, com recontratação apenas após dois anos, e o que estabelece que os funcionários temporários não terão direito a férias.
O sindicato calcula que, se for aprovado como está, cerca de 120 mil professores admitidos em caráter temporário vão perder o emprego em todo o Estado de São Paulo. Em Bauru seriam aproximadamente 3 mil. Além do ato de repúdio na Praça Rui Barbosa, a Apeoesp vai distribuir panfletos sobre o projeto de lei no Calçadão. As iniciativas fazem parte de um plano estadual de pressão aos deputados, para que rejeitem o projeto de lei de autoria do governador Geraldo Alckmin (PSDB).