“Na verdade, raramente pesco; na verdade, o que mais gosto é o contato com a natureza, por isso o meu hobby é fazer passeios por estradas de terra com a nossa moto Sahara em companhia de minha esposa, Ondina, meu neto Lucas ou meus filhos Renato e André. Conheço caminhos muito bonitos.
Bem, vamos à história hilariante que quero contar para vocês. Num certo dia, já faz um bom tempo, fomos pescar no Ribeirão Grande em Guaianás, eu, minha esposa, meus filhos Renato e André e meu cunhado Ricardo. Naquele tempo, este rio era bastante piscoso, a ponto de muitas vezes bater com uma vara de bambu no rio e os lambaris aos montes pularem para fora nos barrancos, daí era só encher a fieira e continuar pescando de forma tradicional.
Nesse fatídico dia, chegando no local habitual, percebemos que o rio após uma enchente havia deixado várias poças d’água nas margens e para o nosso espanto percebemos que algo se mexia em uma das poças. Chegando mais perto, vimos que era uma grande tabarana encalhada na poça. Tentando pegá-la com as mãos, deu-se início a um festival de risadas, escapando de minhas mãos e pulando de poça em poça e eu correndo atrás ao som de muitas gargalhadas.
Cansado, resolvi continuar a correria aos chutes, até que com uma bela canhota mandei o peixe no peito de meu cunhado, que abraçado com o belo peixe gritou: “- Tá seguro, Mané”. Ainda me lembro dele abraçado com o peixe e sua cauda batendo em seu peito. Essa tabarana pesou 1,8 quilos depois de limpa.”
Manoel Zapater Rios é um vovô com muitas histórias para contar.