Economia & Negócios

Inadimplência cai 35% em setembro

Da Redação
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O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Bauru, órgão ligado à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), divulgou as estatísticas do mês de setembro. De acordo com o levantamento solicitado pela reportagem, o número de pessoas que entraram para a lista de inadimplentes caiu 35% na comparação com o mesmo período do ano passado. No último mês, 2.667 consumidores tiveram o nome incluído no cadastro do SPC, contra 4.101 em setembro de 2004.

Na comparação de setembro deste ano com o mês anterior o resultado também é positivo (em 3,22%), já que em agosto foram incluídos 2.756 nomes de consumidores no cadastro.

Outro dado positivo é em relação ao número de consultas feitas por lojistas ao órgão de proteção ao crédito em setembro, índice que mostra a movimentação do comércio central da cidade. Os números do SPC mostram que 130.079 consultas foram efetuadas junto ao órgão no mês passado, contra 109.181 registradas no mesmo período do ano anterior. Os resultados correspondem a um aumento de aproximadamente 20% neste ano. Em contrapartida, na comparação com o mês de agosto de 2005 houve queda de 7,41%.

Sérgio Evandro Motta, diretor do SPC de Bauru, esclarece que o mês de setembro é tradicionalmente um período de movimento mais fraco. “Em setembro, as pessoas começam a se preparar para as compras do final do ano e passam a economizar”, explica.

O levantamento aponta, ainda, uma grande diferença na comparação do item denominado “exclusões”, que mostra a quantidade de pessoas que conseguiram quitar suas dívidas e ter o nome retirado do cadastro do órgão, entre setembro deste ano e o mesmo período de 2004. No ano passado foram 7.684 pessoas que deixaram a lista do SPC, contra 3.411 consumidores em setembro deste ano - 55,6% a menos.

Na comparação de setembro com agosto de 2005 a diferença é positiva em 13,47% para o último mês. Foram 3.411 nomes retirados da lista de inadimplentes do SPC em setembro, contra 3.006 em agosto.

Segundo o economista Fernando Pinho, a queda no número de exclusões na comparação de setembro deste ano com 2004 estaria relacionada à deflação registrada ao longo de 2005. “Neste ano, com a deflação e os créditos em consignação, as pessoas pagaram mês a mês as suas dívidas”, esclarece. Já no ano passado, as exclusões teriam se concentrado no mês de setembro. Créditos em consignação são aqueles concedidos a juros bem abaixo dos praticados pelo mercado e com desconto na folha de pagamento.

Na avaliação do especialista, a economia nacional promove um quadro positivo no poder aquisitivo dos consumidores. “Os salários aumentaram, principalmente nas profissões organizadas (em sindicatos) e os gastos fixos não subiram, o que levou a essa melhora”, analisa Pinho.

Isso não significa que a economia melhorou. “Isso depende do ponto de vista da avaliação. Os pequenos agricultores não estão felizes porque o preço dos produtos agrícolas caíram”, exemplifica o economista.

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