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Gabriel o Pensador estréia como autor de livro infantil

Folhapress
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“Eu sou meio criança, brincalhão. Tenho esse lado. Talvez eu me identifique muito com as crianças por isso. Elas são espontâneas”. Mais conhecido por seu talento como escritor de letras do que de livros, Gabriel o Pensador mostra que se diverte em um universo que já não é mais o seu. Pai de duas crianças, ele chega às livrarias com “Um Garoto Chamado Rorbeto”, fábula de um menino que se descobre diferente dos outros garotos. E o ser diferente, aqui, não é ruim. Nem pior.

Rorbeto deveria se chamar Roberto. Graças ao analfabetismo de seu pai, que mal sabia falar, acabou sendo registrado com as letras trocadas. Mas Rorbeto aprendeu a pensar, a escrever e a contar. Um dia, descobriu que podia chegar até 11 usando apenas os dedos de suas duas mãos.

O constrangimento toma conta do garoto, que começa a ir à escola com a mão direita escondida dentro de um saco, torcendo para não ser descoberto pelos colegas. Mas a revelação, claro, é inevitável. “Falo da aceitação das diferenças, da questão da alfabetização, que é muito importante. Não é um livro só para divertir, mas também para educar”, diz Gabriel. “Um Garoto Chamado Rorbeto” foi escrito em versos, mas usa linguagem coloquial. O verbo “estava”, por exemplo, aparece apenas como “tava”.

“No meu dicionário, existe o ‘tava’ e o ‘estava’. Sou muito chato com o português, não gosto de nada errado. Mas algumas coisas eu libero um pouco, como essa subtração”. As ilustrações do livro foram feitas por Daniel Bueno. “O texto do Gabriel já transmitia as informações. A preocupação era conduzi-lo como se fosse uma seqüência musical. Por isso, não pensamos as ilustrações separadamente. É um conjunto com o que já estava escrito”, diz Bueno.

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