O segundo dia da greve dos bancários em Bauru, ontem, não registrou tumultos e foi marcado pela ampliação do movimento. Segundo levantamento do Sindicato dos Bancários, mais duas agências permaneceram fechadas, aumentando de 24 para 26 o número de pontos que não prestaram atendimento direto aos clientes. Ao todo, Bauru possui 44 agências bancárias.
De acordo com o diretor do sindicato Marcos Silvestre, a adesão de trabalhadores ao movimento passou de 60% para cerca de 70% ontem.
“Os funcionários da Nossa Caixa, além de outros que não haviam aderido à greve no primeiro dia, passaram a engrossar o movimento hoje (ontem). Então, a adesão aumentou. É um número positivo, porque é muito difícil, em qualquer paralisação, conseguir adesão de 100%”, observa o sindicalista.
Os caixas eletrônicos das agências bancárias estão funcionando normalmente. Contas de luz, água, telefone e outras também podem ser pagas nas casas lotéricas, que registraram movimento intenso ontem. Em algumas agências também houve filas de clientes para usar o auto-atendimento.
Segundo Silvestre, a falha operacional ocorrida no Banespa Santander, que na quarta e quinta-feiras deixou o sistema do auto-atendimento fora do ar, foi corrigida. “Hoje (ontem), os caixas do Banespa funcionaram normalmente”, afirma.
O coordenador do Procon de Bauru, Amauri Roma, orienta para que as pessoas paguem suas contas nas casas lotéricas e caixas eletrônicos dos bancos durante o período de greve.
“Quando a pessoa tiver outra opção para pagar sua conta ou fazer sua movimentação financeira (além do caixa do banco), deve utilizá-la. Se o caso só puder ser resolvido exclusivamente ‘na boca’ do caixa e o banco estiver fechado, o cliente terá o direito de não pagar multa ou juros depois”, salienta.
A categoria decidiu entrar em greve por tempo indeterminado como forma de pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a atender as reivindicações da pauta dos bancários. Eles pedem reajuste salarial de 11,77%, mais participação nos lucros e resultados (PLR) equivalente a um salário integral, mais uma parcela fixa de R$ 788,00 e 5% do lucro líquido dos bancos.
A proposta da Federação Nacional dos Bancos é de reajuste de 4%, mais um abono de R$ 1.000,00 (parcela única) e PLR de R$ 788,00, mais 80% do salário individual dos funcionários.