Tribuna do Leitor

Pesquisa aponta inadequação nas escovas de dente das crianças

Folhapress
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Ribeirão Preto - Grande demais, dura e deformada, com bactérias e cheia de resíduos alimentares visíveis a olho nu. Assim são as escovas dentais que a maioria das 60 crianças analisadas por uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto apresentou como suposta arma de combate à cárie. As crianças têm de de 3 a 12 anos e foram escolhidas aleatoriamente. Todas estavam entre as 240 atendidas por mês na clínica de odontopediatria da USP.

Desenvolvida pelo pós-graduando Francisco Wanderlei de Paula e Silva, com orientação dos professores Paulo Nelson Filho e Alexandra Queiroz, a pesquisa visava responder ao questionamento surgido em consultório: como algumas escovas estavam tão ruins se as crianças (e os pais) tinham orientação?

“Os resultados surpreendem”, disse Silva. Restos de comida foram encontrados em 63,94% das escovas apresentadas. Cerdas deformadas pelo uso estavam presentes em 49,8% delas. Menos da metade dessas escovas tinham o tamanho da cabeça adequada para a idade da criança (49,8%). “O interessante é que 80% das mães entrevistadas achavam que as escovas dos filhos estavam em boas condições”, disse o pós-graduando.

Silva afirmou que a escova deve ser trocada assim que apresentarem deformações, porque, se estiver desgastada, “não vai promover a adequada remoção da placa, responsável pela formação da cárie”. Segundo o pesquisador, o lugar ideal para guardar a escova é o armário, área do banheiro que fica mais protegida de insetos e bactérias.

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