Mais convicto do que nunca, eu vou ao referendo do próximo dia 23 para votar no número 1 - não à proibição da venda de armas e munição no Brasil, alicerçado numa única premissa: a unilateralidade da questão, ou seja, trocando em miúdos, no hipotético caso do sim vencer, proíbe-se o cidadão de bem de ter acesso a uma arma para a sua legítima defesa, e, em contrapartida, os marginais, os traficantes e os contraventores da lei continuam armados até os dentes!
A favor de meu ponto de vista, cito parte de uma carta enviada pelo coronel Luís Carlos Nogueira, da Polícia Militar de São Paulo, à revista Veja, edição de 13/7/05, onde textualmente ele diz: “Um Estado democrático de direito não pode negar a seus cidadãos o direito à legítima defesa, principalmente se esse mesmo Estado não tem condições de garantir a vida de seus cidadãos, que são assaltados, seqüestrados, mortos e expostos à violênciaâ€.
Ressuscitando um velho bordão, o famoso “campanha do tostão contra o milhãoâ€, vejo na tevê, no horário obrigatório, uma plêiade de famosos astros e estrelas, todos engajados na milionária campanha do sim, enquanto que a modesta frente parlamentar cuja bandeira é o Não, conta apenas com pessoas desconhecidas do grande público, entretanto, muito mais convincentes do que aqueles que apregoam a iníqua proibição. Não se deixe levar por sofismas e, no dia 23, vote 1, diga Não! (Marcos Vieira da Silva - Iacanga)