A cidade de Bariri (a 56 quilômetros de Bauru) precisa de cerca de R$ 3 milhões para tratar seu esgoto e deixar de jogá-lo no rio Tietê in natura. Com o orçamento comprometido com pagamentos de dívidas das administrações passadas, resta ao município contar com a verba do programa “Água Limpa” para resolver o problema. Porém, o convênio com o governo estadual ainda não foi assinado.
O prefeito Francisco Leoni Neto está otimista com a oportunidade de resolver a questão, que para ele é uma prioridade. “Felizmente o governo do Estado lançou um programa que atende às nossas necessidades. Bariri pode estar inserido nele, não assinamos o convênio ainda, mas temos todas as garantias que vamos assinar em breve.”
Neto explica que o programa poderá trazer o recurso total e necessário para tratar o esgoto. “Vamos fazer a obra e ficar livre dessa questão. A falta de tratamento de esgoto compromete a saúde pública e impede o recebimento de verbas da secretaria estadual de turismo, por exemplo.”
A obra depende de muitos recursos. “Só o projeto custou quase R$ 60 mil. Adquirimos a terra por R$ 240 mil, mas ainda temos muito a fazer. A obra ultrapassa os R$ 3 milhões. Jamais o município, com recursos próprios, conseguiria fazê-la, especialmente do jeito que está, com o orçamento comprometido com o pagamento de dívidas.”
Neto explica que quando assumiu a administração da cidade, em 2001, a dívida era de cerca de R$ 13 milhões para um orçamento anual de R$ 12 milhões. “No primeiro mandato, pagamos R$ 6.3 milhões. Este ano pagamos cerca de R$ 1 milhão, ou seja, os quatro anos do segundo mandato também estão comprometidos com pagamentos de dívidas das administrações passadas.”
A previsão para este ano é de um superávit de orçamento. “A previsão é de chegar a R$20 milhões. Nós trabalhamos primeiro para melhorar a arrecadação. Este trabalho foi feito respeitando a população.”
Para o prefeito, sem tratar o esgoto é impossível transformar Bariri numa estância. “A cidade tem potencial para isso. Após sanarmos os problemas básicos, vamos lutar para implantar projetos turísticos. Temos o rio Tietê que em linha reta fica a um quilômetro da zona urbana. Ali é possível a prática de esportes náuticos, pesca esportiva e a instalação de uma marina.”
A estância, segundo Neto, ainda poderia investir no turismo rural. “A zona rural de Bariri é muito rica. Há propriedades belíssimas que poderão ser pontos turísticos no futuro.”