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Envio de processos de cassação pode ficar para depois do feriado

Folhapress
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São Paulo - O deputado João Caldas (PL-AL) pode fazer com que o envio dos processos contra parlamentares para o Conselho de Ética seja feito apenas depois do feriado - e não amanhã, conforme queria a oposição. Na terça, os sete membros do órgão reponsável pela coordenação dos trabalhos legislativos têm uma reunião marcada para discutir o envio dos processos.

João Caldas, que é um dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara, avalia a possibilidade de pedir vistas ao material enviado pela Corregedoria com parecer favorável à abertura, no Conselho de Ética, de processo contra 16 parlamentares.

O deputado quer tempo para conhecer tanto as acusações quanto as defesas dos colegas acusados de se beneficiar do suposto mensalão. Pelo regimento da Câmara, é obrigatória a concessão de vistas ao processo por duas sessões, caso qualquer membro da CPI peça vistas durante a reunião da Mesa, marcada amanhã.

Caso receba o processo, deverá delvolvê-lo na sexta, já que quarta é feriado. Caso não tenha quórum mínimo na Casa na sexta-feira, apenas na semana seguinte é que o processo poderá ser encaminhado para o Conselho de Ética. “Devo pedir vistas porque não conheço os processos. Não conheço bem as denúncias, nem as defesas. E ainda acho melhor que esses processos sejam avaliados em separado e, não, em conjunto, como recomendou a Corregedoria”, justifica Caldas.

Ele reconhece a existência de opiniões contrárias à dele na própria Mesa Diretora. “A disposição da maioria dos membros da Mesa é mandar todos (os 16 deputados) para o Conselho, fugindo da sua responsabilidade. A tese da Mesa é a mesma do Pôncio Pilatos: lavo as mãos. Não concordo com isso”, disse.

Entre os sete membros titulares da Mesa diretora estão o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o primeiro vice-presidente da Casa, José Thomaz Nonô (PFL-AL). O pefelista já se manifestou favorável ao envio imediato ao Conselho de Ética. Rebelo tem dito que analisará com “espírito de isenção, de rigor, de equilíbrio e de justiça” o relatório da Corregedoria. (Folhapress)

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