Amazonas - O Ministério da Integração Nacional anunciou ontem à tarde que irá pagar as despesas dos helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e da movimentação de tropas do Exército usadas nas operações de socorro às comunidades atingidas pela seca no Amazonas.
Segundo a assessoria do ministério, não há uma estimativa fechada de gasto. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB-AM), para obter informações sobre a situação no Estado. Segundo a Secretaria da Comunicação do Amazonas, Braga falou ao presidente da necessidade do auxílio das Forças Armadas nas operações de socorro às comunidades isoladas, mas que não havia recursos.
Cerca de 3 mil pessoas estão isoladas em 900 comunidades. O governo não dispõe de helicópteros, e a Aeronáutica não tinha dinheiro para as operações. Segundo a secretaria, o presidente disse que iria toma providências.
O Ministério da Integração Nacional anunciou ontem também o repasse de R$ 5 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Social para a compra de 5 mil cestas básicas que serão distribuídas para a população atingida pela estiagem. Também serão distribuídos dez kits de medicamentos básicos, cada um com capacidade para atender até 3 mil pessoas, que serão enviados ao Estado pelo Ministério da Saúde.
As operações de socorro devem começar hoje, segundo informações do governo do Estado. Serão distribuídos também remédios para combater a desidratação infantil, combustível (usado para a geração de energia) e água potável.
Todo o Estado do Amazonas está desde anteontem em estado de calamidade pública devido à seca. Com a falta de chuvas, o nível dos rios baixou e diversas comunidades nas quais se têm acesso apenas por barcos estão isoladas. O decreto de calamidade pública permite que o governo estadual faça compras sem licitações para atender um desastre classificado em níveis três e quatro.