São Paulo - O ex-cirurgião plástico Denísio Marcelo Caron, 42 anos, chegou na madrugada de ontemà Goiânia, depois de ser preso em um condomínio em São José do Rio Preto (SP), no fim da tarde de ontem. Ele é acusado de cinco mortes e 29 lesões corporais e deverá ser interrogado amanhã pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1.ª Vara Criminal.
O juiz expediu mandado de prisão preventiva do acusado porque ele não compareceu ao interrogatório do processo sobre a morte da advogada Janet Virgínia Novais Falleiro, marcado para às 13h30 de ontem. Ele também não informou à Justiça goiana que estava morando no Interior de São Paulo.
O endereço que consta nos autos é de Goiás. Falleiro era casada com o cunhado do ex-médico e morreu seis dias após uma lipoaaspiração feita por ele em abril de 2001, no Hospital Maternidade Vida. Ela teve o intestino perfurado em várias partes e não resistiu aos ferimentos.
Em sua defesa, Caron alegou que a morte da vítima decorreu de procedimentos posteriores à cirurgia. Preso por quatro agentes da Polícia Civil goiana e pela delegada Adriana Accorsi, Caron seguiu do interior paulista para Goiânia de carro, acompanhado de escolta policial, e foi levado para uma delegacia especializada da Capital. Caron já havia sido preso em Brasília, em 2002. No mesmo ano, ele teve seu registro de médico suspenso pela Justiça Federal e o de cirurgião plástico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO).
O ex-médico também chegou a ser detido em um bar no município de Votorantim (SP), com pouco mais de um grama de maconha, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 30,00.
O advogado do acusado, Lucílo César Borges Corveta da Silva, não foi localizado ondem para comentar a prisão. Ele chega amanhã à Goiânia para analisar os autos do processo.