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Comunidade científica da cidade sugere ampliação da radiografia

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

A falta de um mapeamento mais abrangente foi uma das queixas levantadas pelo diretor regional da Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), Luís Victorelli, que acredita ser necessário o cadastramento de outras instituições que desenvolvem trabalhos científicos na cidade. “O fato de existir o banco de dados é muito importante, mas carece de atualização. Com o mapa, parece que a produção científica em Bauru acontece apenas nessas três instituições (Unesp, USP e ILSL), o que de fato não ocorre”, afirma.

Victorelli também chama a atenção para o fato de que mesmo instituições ligadas ao governo do Estado estejam fora do mapeamento. “Ao navegar no site, você encontra a FOB da USP, mas não encontra o Centrinho, também ligado à USP e que é reconhecido internacionalmente”, lembra.

Até mesmo representantes das unidades mapeadas fizeram ressalvas ao conteúdo do site. Este é o caso da diretora da FOB da USP, Maria Fidela de Lima Navarro, que afirma que o mapeamento não fornece muitos subsídios ao internauta. “Quem acessa o site não consegue saber quais linhas de pesquisas são desenvolvidas pelas faculdades. Além disso, não aborda toda a atuação da FOB, principalmente no campo da fonoaudiologia, área que nem é citada no site”, informa.

O diretor do Instituto Lauro de Souza Lima, Marcos Virmond, considera oportuna a criação do mapeamento, mas aponta a restrição da ferramenta. “O resumo de cada instituição é, como dito no próprio site, um resumo muito curto”. Mesmo com esta falha, o diretor acredita que o site consegue atingir o objetivo de orientar os usuários a localizar os lugares de potencial científico no Estado.

O mesmo pensamento é compartilhado pelo presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) de Bauru da Unesp, Alcides Padilha, para quem o mapeamento é uma ótima ferramenta. “O site ajuda no planejamento de cada cidade e região. A partir dele, a iniciativa privada poderá saber em quais regiões há o fornecimento de matéria-prima e mão-de-obra específicas para o que ela precisa”, opina.

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