Turismo

Reggae e arroz de cux

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

O representante da TAM-Pantanal, Antonio Antunes, e o ex-gerente do escritório da Varig José Carlos de Oliveira conhecem muito bem a Capital maranhense.

Ambos, por força do trabalho, moraram na cidade e, por coincidência, na mesma casa, na Baía de São Marcos, cercada de coqueiros e próxima do mar.

A transferência, respectivamente, para Bauru e Lima, no Peru, foi tranqüila, mas as jóias arquitetônicas que renderam à cidade o tombamento como Patrimônio da Humanidade pela Unesco e as manifestações populares com certeza deixaram saudade.

Sem falar da rica culinária maranhense que, ao contrário de outros Estados nordestinos, é leve, saudável, à base de peixes, frutos do mar, carnes e muitos vegetais. O arroz com vinagreira ou arroz de cuxá é uma de suas marcas registradas.

A musicalidade é latente na cidade, a qualquer época do ano, com o auge ocorrendo em junho, com a realização da festa do São João, quando ecoam mais alto os instrumentos maranhenses.

Nela, as principais atrações são o bumba-meu-boi, as quadrilhas, as danças de coco, de fita, portuguesa, mulheres de saias rodadas dando “umbigadas” (barrigadas) e o tambor-de-crioula rolando solto.

Mas muito antes da festa junina (junho é a melhor época para se visitar São Luís e também os Lençóis Maranhenses) a musicalidade toma conta da cidade, seja no carnaval de rua, onde o fofão é o personagem popular, nos botecos do bairro boêmio de Madre Deus ou nos espaços reservados para o reggae.

A ilha é conhecida como a “Jamaica brasileira”. Título mais que válido para São Luís. O ritmo domina o gosto musical popular. Lá o reggae é coisa levada a sério nos cerca de 80 clubes dedicados à música de Bob Marley, onde os “magnatas”, (como são chamados os donos das casas) se reúnem para fechar negócios.

Ao contrário do que alguns pensam, nas casas não há confusão. Todo mundo curte o som dos DJs (em inglês, idioma oficial das letras), dançando juntinho e mergulhando nas letras das “pedradas”, como são chamados os “hits”.

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Bumba-meu-boi

Ainda no Centro Histórico, desta vez na parte baixa, na beira-mar, chama a atenção um grande casarão branco em frente ao Cais da Praia Grande: a Casa do Maranhão.

Subindo a escadaria de madeira, o turista terá contato com a cultura, o folclore e a rica história do povo maranhense.

É lá que funciona o Museu do Boi, que conta tudo sobre uma das manifestações mais populares do Estado, o bumba-meu-boi, que tem seu auge nos meses de maio e junho, quando a festa envolve toda a comunidade.

Nas divisórias do casarão os turistas conhecem tudo sobre a lenda, se encantam com a riqueza dos detalhes das fantasias superelaboradas para a festa e conhecem os tipos de sotaque, como são chamados os grupos de boi, de acordo com os ritmos e roupas usados na festa.

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Roteiro das praias

Além do Centro Histórico, das casas de reggae e dos bares de Madre Deus e da Rua Portugal, passear pelas praias é obrigatório nas manhãs, tardes e noites calorentas de São Luís.

Comece pela Praia da Ponta d’ Areia, situada a quatro quilômetros do centro, que recebe o maior número de visitantes, principalmente nos finais de semana e onde funcionam os clubes de reggae.

Com fácil acesso, a praia abriga o Iate Clube, o Forte de Santo Antônio e excelentes hotéis, como o Praia Mar.

Próximo a essa praia estão também o Parque Ecológico da Lagoa Jansen e vários restaurantes e barzinhos onde come-se muito bem. Um prato para duas pessoas (carne-de-sol, com arroz, farofa e vinagrete) sai em torno de R$ 30,00.

Na seqüência vem a praia de São Marcos, ideal para a prática de surf e a preferida pelos jovens da ilha. Com bares em toda a sua extensão, à noite a região torna-se mais uma opção de lazer.

Localizada também na extensão da avenida Litorânea, a Praia do Calhau, onde fica o único hotel cinco estrelas da cidade, o São Luís Park, possui belas dunas recobertas por vegetações rasteiras. É considerada uma das praias mais bonitas da cidade. À noite, a praia também oferece várias opções de lazer em seus bares, restaurantes e casas noturnas. Coma um churrasco de filé ou de picanha, acompanhado com farofa e macaxeira na manteiga de garrafa. Custa R$ 15,00, apenas.

*Colaboração: Governo do Maranhão e Sea and Air

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As marés da cidade solar

São Luís, com área de 831,7 quilômetros quadrados e a 23º31’4” ao Sul do Equador, é uma cidade solar.

O azul de suas praias não está nas águas, mas no céu, que cobre toda a ilha em um eterno mês de maio.

Essa localização também garante as marés mais variáveis de todo o País, chegando a seis metros no Porto do Itaqui, em agosto.

O movimento das marés é um espetáculo diário, com quase 400 metros de recuo, nas praias da Ponta d’ Areia, Olho d’ Água e Araçagi, e quase 1.000 metros na praia da Raposa.

Vale a pena ver o vaivém dos imensos barcos que invadem suas águas e que emprestam ao lugar coloridos de cartões-postais.

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