Pesca & Lazer

Pesqueiros se preparam para o verão

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 7 min

No Amazonas, o período de defeso do tambaqui já começou e para as demais espécies a proibição da pesca foi definida de 15 de novembro deste ano a 31 de março de 2006 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em outros rios, a expectativa é que, a exemplo dos anos anteriores, a proibição tenha início em novembro.

Por conta do encerramento desta temporada de pesca e para aproveitar o período de calor que se aproxima, pesqueiros apostam em variedade, serviços especiais para a família e refeições para atrair novos clientes. A região de Bauru possui uma série de pesque-pague que investem em diferenciais para garantir a freqüência o ano todo. Vanice Francisco da Silva arrendou há cerca de um ano o Pesqueiro Zuim, onde é feita a pesca esportiva. “Agora estou concluindo a lanchonete e em novembro começo com o restaurante.” Além de espécies tradicionais, o local conta com esportivos, como o dourado e a pirarara, e possui um campo de futebol para locação.

Renato Franceschetti é proprietário do Pé no Chão, que, além de incrementar a área de lazer, com piscina e cama-elástica, traz novas espécies. “Estou engordando a cachapira, um híbrido de cachara com pirarara, e em novembro recebo o pirarucu, da bacia Amazônica.” Com restaurante, som ao vivo e animais como avestruz, jacaré, gansos e arara, o Pé no Chão também é administrado no sistema pesque e solte.

Para pescadores como Rita Rangel da Silva, 37 anos, que sempre freqüenta pesqueiros com seu marido Daniel, 47 anos, e o filho Vítor Hugo, 8 anos, esses locais são excelentes para colocar a conversa em dia e passar momentos agradáveis em família. “Além de pegar um peixinho e aproveitar uma refeição saborosa.” Ela ama pescar e não se incomoda quando não pega peixe, pois sabe que há dias de peixe e de pescador.

Já o pescador Marcos Barbaroto Júnior, 21 anos, prefere estar no rio, mas não abre mão de um pesqueiro, quando as viagens ao Mato Grosso do Sul ficam mais difíceis. “Para mim, a melhor coisa que tem é pescar.” Sua preferência é a pesca de dourado e de pacu.

Além do serviço de restaurante, no Pesque-pague Fiu-Fiu o pescador encontra tilápia, patinga, pacu, carpa, tambacu, piraputanga, matrinxã, piauçu, cachara, catfish, bagre africano, lambari, curimbatá e pintado. De acordo com a gerente Sônia Cristina Soavel Madureira, o local também comercializa isca viva. “O lambari como isca viva é bastante procurado e nós fornecemos em embalagens oxigenadas.”

O pesqueiro Sakai está sob nova administração, mas de acordo com a Regina Sakai, proprietária, não houve mudanças. “São primos do Sérgio (esposo) e vamos manter a tradicional culinária de pesca”, acrescenta. O pesqueiro também mantém vários tipos de pescaria: pesque e pague, pesque e solte e pague e pesque. “São em lagoas distintas”, lembra Regina. Ela comenta também que os novos administradores já estão pensando em novidades para o verão. “Já é tradicional.”

Em Duartina, o Pesqueiro Santa Luzia mantém o pesque e pague, mas já destinou um tanque para a pesca esportiva. “A gente conversa antes com o pescador, amassa as farpas e orientamos, caso um peixe seja machucado, ele deve levar para ser usado na cozinha”, explica a proprietária Dalva Maria Dionísio Carloni. Com água de mina, o Santa Luzia também tem tanques para manter os peixes usados no restaurante. “Meu marido gosta de comprar o peixe vivo, não gosta de congelados, e deixamos dez dias em um tanque para ‘depurar’, antes de servirmos no restaurante.”

Jogo de cintura e muita criatividade têm auxiliado os proprietários de pesqueiro durante o ano todo. Eles enfrentam o pescador inábil, que às vezes machuca o peixe antes de soltar, e outros que liberam peixes escondidos para driblar o pesque e pague. Felizmente, todos os pesqueiros que optam pela pesca esportiva enfatizam a mortandade reduzida com o pesque e solte.

O pesqueiro Pexe Loko, em Agudos, atua também com a pesca noturna. De acordo com o proprietário, Alexandre Luiz Sandri, 29 anos, muitos pescadores tem interesse pela modalidade. “Ficamos abertos até a meia-noite, às terças, quintas e sábados.” A noturna é pratica em um tanque maior, com várias espécies esportivas, como pintado, pirarara e dourado.

Valdete e seus amigos do pronto-socorro, em Bauru, sempre que têm uma oportunidade “fogem” para o pesqueiro. “É necessário para relaxar e acabar com o estresse.” Onize Leite Silva, que acompanha Valdete, busca os gigantes. “Há uns 15 dias, eu pesquei um pacu de 12 quilos aqui no Zuim.”

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Pontos de pesca na região

Agudos - O pesqueiro Pexe Loko fica na rodovia Marechal Rondon, Km 320, em Agudos, após o trevo da Duratex. Telefones (14) 3261-3770, 3262-1486, 9701-4115 e 9772-5451. O local fica aberto todos os dias, das 8h às 19h, e às terças, quintas e sábados até a meia-noite para pesca noturna. Ampliou a lanchonete e conta com vários tanques, inclusive o maior, um alqueire com dourado, pintado, pacu, piauçu, tambacu, patinga, piraputanga, carpa-cabeçuda, carpa húngara, carpa espelhada, catfish, traíra, matrinxã, tilápia e lambari. O pesqueiro possui também playgrond e quiosques para churrascos, que podem ser reservados.

Bauru - Pesca & Lazer Pé no Chão fica na rodovia Bauru-Iacanga, Km 350, a 10 quilômetros do centro de Bauru, na entrada do elefante. Telefone (14) 3239-1238. O sistema é o pesque e solte, todos os dias, das 9h às 21h. Além do pacu, o pescador encontra outras espécies como tambaqui, matrinxã, piau, carpa, tilápia, bagre africano, dourado pintado, pirarara de 12 a 18 quilos. Todos os dias até as 21h. Entrada R$ 4,00 para pesque e solte. Área de lazer, com piscina e cama-elástica.

Bauru - Pesqueiro Sakai fica na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), Km 350, Bauru. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, a partir das 8 horas, e nos finais de semana das 8 às 20 horas, fechado às terças-feiras. O telefone para contato e informações é (14) 9723-5007 e 9741-8787. Há também um restaurante para os pescadores que quiserem comer ou beber alguma coisa que estará servindo pratos à base de peixe, como caldo de peixe, pirão, sashimi e filé de tilápia à parmegiana.

Bauru - Pesque-pague Fiu-Fiu fica na avenida Dr. Nuno de Assis, quadra 20, lado ímpar, ao lado da Rodovia Marechal Rondon. Durante a semana, todos os dias das 9h às 21h. No verão, estica o horário até mais tarde. O telefone é (14) 3239-0349 e 3237-5275. O pescador encontra tilápia, patinga, pacu, carpa, tambacu, piraputanga, matrinxã, piauçu, cachara, catfish, bagre africano, lambari, curimbatá e pintado. O pesqueiro também oferece isca viva, o lambari. Todos os dias, das 9h às 21h.

Pederneiras - Pesqueiro Vó Bina fica na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, Km 222 (para quem vem de Pederneiras). Já para o pescador de Bauru, a entrada indicada é no Km 223, seguindo pela estrada de terra (em boas condições e sinalizada) até o pesqueiro. Telefone (14) 9793-7372.

Piratininga - O Pesqueiro Zuim (Bacia dos Pombos) fica na rodovia Bauru-Ipaussu, três quilômetros após o trevo de entrada de Piratininga. Telefone (14) 9795-4209. Proprietária: Vanice Francisco da Silva. O local fica aberto das 8h às 19h. Há um tanque de 22 mil metros quadrados, onde podem ser encontradas as seguintes espécies: pacu, pintado, dourado, carpa, traíra, piau e tilápia. A lanchonete do local fornece vários tipos de porções, além de oferecer atendimento no lago. O sistema é pesque e solte e custa R$ 5,00.

Piratininga – Pesqueiro Angatu - É só pegar a rodovia Bauru-Marília, Km 2,5, acesso 359, rodovia João Ribeiro de Barros. Entrar no trevo da ponte do Cedro (trevo de Piratininga) à esquerda, andar 2,5 quilômetros (referência passar pelo rio da Faca).

Duartina - Pesqueiro Santa Luzia - a dois quilômetros de Duartina, sinalização na estrada, telefone (14) 9792-1899, acesso pela antiga ferrovia de Duartina-Cabrália. São cinco tanques, onde é possível encontrar pacu, tambacu, tambaqui, e piauçu, matrinxã e tilápia, no pesque e pague. E na esportiva todas estas espécies em tamanhos maiores mais a cachara e pintado – pesque e solte, R$ 6,00. Novidade é filé de tilápia na telha e à parmegiana. Aberto todos os dias, com exceção de terças-feiras. Das 8h às 21h. Aos domingos, oferece almoço self-service com o tradicional bistecão na chapa.

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