Tribuna do Leitor

Respeitável público


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Estamos no ano de l948, quando é implantado o teatro em nosso grupo escolar. “O objetivo do evento é fazer brotar a potencialidade que existe em cada criança, proporcionando maior felicidade a si e aos outros”, pondera o então diretor, senhor Ari Bocui. Na aurora de nossa existência, a vida se nos afigura radiante! Naquela faina de ensaiar com as professoras Dalva, Priscila, Iracema e Ina, parecia que as pessoas ficavam mais contentes, riam muito!

A indumentária aprovada é confiada a uma das profissionais que mais entendem de confecções no povoado: senhora Filomena Duarte. Tudo preparado, chega, finalmente, a grande noite! Na platéia, repleta, a presença de nossos pais, irmãos, parentes e amigos nos enche de felicidade! No grande salão de espetáculos, uma suave melodia envolve o ambiente. As luzes se apagam, surgindo o fulgor dos refletores do palco. Abrem-se as cortinas e o anúncio dos nomes dos componentes do elenco é antecedido de um vibrante, jovial e eloqüente: “Respeitável público”. Ato contínuo, as funções se seguem com animação. No Dia da Criança, ao ouvirmos a expressão “respeitável público” chegar de longe, em meio ao murmúrio do vento, à nossa janela, curiosamente sentimos a terna sensação da alegria de outrora, concluindo que a arte de permanecer jovem depende de permanecer jovem no íntimo, na mente e no coração em desafio às rugas e aos cabelos brancos.

Wanderley Brosco - RG 2.676.214-6

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