Bairros

Calor eleva em 10% consumo de água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A temperatura na casa dos 34 graus nos últimos dias - a máxima ontem em Bauru foi 34,2 graus, às 16h40 - está levando a população a consumir mais água. A estimativa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) é que o aumento gira em torno de 10% em comparação ao gasto em dias de clima mais ameno. Por enquanto não há risco de racionamento, mas é preciso economizar para o produto não faltar em horários de pico, explica José Brazoloto, diretor de produção da autarquia.

“Quando chega o verão, o consumo sobe mesmo. As pessoas tomam mais de um banho por dia, lavam mais os quintais, inclusive usando jato d’água como vassoura. Ainda temos uma folga, mas se o consumo for exagerado e houver desperdício, poderemos ter interrupção no fornecimento em alguns períodos”, alerta.

Porém, ele ressalta que o rio Batalha, que abastece 42% da cidade, ainda está no seu nível normal, mesmo com as três máquinas de sucção funcionando. “Nós tivemos um inverno chuvoso e por isso o Batalha tem mantido o nível, permitindo operarmos na capacidade máxima. Mas nós estamos monitorando o nível diariamente”, explica.

Os outros 58% da cidade recebem água de poços profundos no Aqüífero Guarani, cujas produções são limitadas por lei. “Pela legislação estadual, podemos explorar o aqüífero 20 horas por dia. Nas outras quatro horas as máquinas têm de ser desligadas para a recarga”, afirma Brazoloto. Ele ressalta que, se faltar água neste verão em Bauru, será por consumo em excesso e não por deficiência na produção.

Nos anos anteriores, Bauru enfrentou falta d’água em alguns bairros entre outubro e novembro. Para o DAE, o consumo maior significa aumento de receita. Mas Brazoloto chama a atenção para a necessidade do consumo racional, sob risco de desabastecimento. Por isso, conta, a autarquia tem investido em educação das crianças para o consumo racional. “Levamos 50, 60 crianças, duas ou três vezes por semana, ao centro de educação ambiental, que fica na estação de captação de água do Batalha, para este trabalho de conscientização”, diz.

Lei aprovada em março deste ano estabelece multa para quem for flagrado desperdiçando água de forma contínua, mas apenas em épocas de desabastecimento. No primeiro flagrante, a lei prevê advertência. Mas em caso de reincidência, pode ser aplicada multa de 5% sobre o valor da conta. Se a violação persistir, o percentual sobe para 10%.

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