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Juiz nega prisão de filho de ex-prefeito

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - O juiz José Roberto Nogueira, da 1.ª Vara Criminal de Marília, negou ontem o pedido de prisão temporária de Rafael Camarinha, filho do ex-prefeito de Marília, Abelardo Camarinha. Ele é acusado de ser um dos participantes do incêndio que destruiu parcialmente a Central Marília Notícias (CMN), no último dia 8 de setembro.

Rafael se apresentou à Justiça depois de ter a prisão requisitada pelo delegado seccional, Roberto Terraz. O juiz justificou a decisão de não conceder a temporária alegando que o acusado estuda e tem residência fixa em Marília. Além disso, Rafael assinou um termo se comprometendo a não sair da cidade até o fim das investigações.

O filho do ex-prefeito foi apontado por Anderson Ricardo Lopes, 25 anos, como o mandante do crime. Lopes foi preso na última quarta-feira, em Embu, na Grande São Paulo. Ele teria admitido a participação no incêndio que danificou as instalações do jornal “Diário de Marília” e das rádios “Dirceu AM” e “Diário FM”.

O ex-prefeito Abelardo Camarinha, disse ontem que vai processar o delegado seccional, porque este teria acusado seu filho sem provas. “Ele foi precipitado ao dar uma informação dessas (acusação) para o Brasil inteiro, sabendo que a fonte era duvidosa”, argumentou.

Lopes estava em liberdade condicional depois de permanecer preso na penitenciária de Marília.

O ex-prefeito disse que vai processar também o proprietário do jornal “Diário de Marília” e o editor José Ursílio por imprudência.

Uma carta que teria sido escrita por Lopes, dá outra versão aos fatos. A carta foi entregue ao juiz e nela o acusado aponta o editor do “Diário”, José Ursílio, como o responsável pelo incêndio e que a intenção era atingir o ex-prefeito.

Lopes escreve que Ursílio chegou a entregar pedras de crack para ele e teria prometido R$ 50 mil para que participasse do atentado contra a CMN.

O editor nega as acusações. Segundo ele, a carta foi forjada e tem como finalidade desviar o foco das investigações. Ursílio diz que nunca se encontrou com Lopes e jamais ofereceu droga ou dinheiro.

Em depoimento à polícia, anteontem, Lopes disse ter entrado no prédio da CMN armado com uma pistola 765 e teria ajudado a render o vigia. Depois de ser ouvido, ele foi transferido para a cadeia de Pompéia.

Lopes é o segundo suspeito a ser preso. O serralheiro Amauri Campoy, 57 anos, foi detido em 9 de setembro, um dia depois do incêndio. Outros dois suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada. No entanto, até ontem, Amarildo Barbosa, 41 anos, e Bruno Gaudêncio Coércio, 22 anos, continuavam foragidos.

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