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Dieta adequada previne 260 mil mortes

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério da Saúde comemora o Dia Mundial da Alimentação hoje lançando o “Guia Alimentar para a População Brasileira”. Segundo o governo, a publicação contém as primeiras diretrizes alimentares oficiais do País. Prevenir as deficiências nutricionais e as doenças não-transmissíveis está entre as prioridades nacionais de saúde pública. Juntas, essas enfermidades matam cerca de 260 mil pessoas por ano.

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que a prevalência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade, colesterol e triglicérides aumentou muito entre os brasileiros nas últimas décadas. Em 1979, essas enfermidades afetavam 34% da população. Em 2003, esse índice já beirava os 50%.

Todas essas doenças têm na má alimentação um de seus principais fatores de risco. Nesse sentido, o governo defende que uma dieta equilibrada, rica em todos os nutrientes, poderia ajudar a prevenir as cerca de 260 mil mortes anuais decorrentes dessas patologias.

Por meio da Agência Saúde, a coordenadora da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcelos, lembra que o pressuposto da alimentação saudável é muito simples.

“As pessoas devem aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, isso porque esses alimentos têm um efeito protetor tanto para as doenças crônicas não-transmissíveis, que são decorrentes da obesidade, quanto também têm um importante papel na prevenção de doenças carenciais, aquelas que ocorrem pela falta de micronutrientes”, afirma.

O Guia Alimentar mostra que os hábitos alimentares do brasileiro mudaram muito a partir da década de 1970. O consumo de alimentos em sua forma natural diminuiu, enquanto aumentou muito o consumo de produtos industrializados, que apresentam uma quantidade muito exagerada de sal, açúcar e gordura.

Os estudos indicam que o consumo de feijão caiu 31%, o de arroz caiu 23% e o de pão diminuiu 12%. Em contrapartida, as refeições prontas e as misturas industrializadas tiveram crescimento de 82%. O consumo de embutidos aumentou 300% e a ingestão de refrigerantes subiu 400% nas últimas três décadas.

Segundo o Ministério da Saúde, essa inversão acarretou uma mudança no perfil epidemiológico do País. Hoje, doenças do coração matam mais que as infecções. E disfunções como diabetes e hipertensão matam mais do que a desnutrição.

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