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Dúvida do referendo é sobre o número

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Usar a urna eletrônica não foi problema na simulação do referendo que vai decidir sobre a proibição ou não da comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. A principal dúvida de quem passou pela quadra 2 do Calçadão da Batista de Carvalho ontem e simular a votação era de relacionar o não (contra a proibição) e o sim (a favor da proibição) aos números 1 e 2, respectivamente.

A análise é de Milton Luiz Martins, funcionário do Cartório da 23ª Zona Eleitoral, que realizou a simulação com o objetivo de esclarecer os eleitores sobre o referendo. José Roberto da Silva achou interessante poder treinar antes da votação. “Eu nunca tinha visto uma urna eletrônica. Esta é a primeira vez. Hoje (ontem) eu pude ver como vai funcionar, mas mesmo assim continuo confuso. Precisam explicar melhor o que significa cada opção”, sugere.

A mesma dúvida foi levantada por Emerson Cleber. “Eu sou representante de vendas, e conversando com o pessoal, você nota que todo mundo está em dúvida. O processo do referendo tinha que ser mais transparente”, opina.

Para José Carlos da Silveira, o referendo é apenas uma maneira de desviar a atenção da população. “O governo deveria investir o dinheiro gasto nesta votação em segurança pública. Independente do resultado, duvido que vai mudar alguma coisa no País”, aponta Silveira. Márcia Moura também acha desnecessária a realização do referendo. “Quem anda armado, vai continuar armado. A votação não vai mudar em nada”, acredita.

A estimativa dos funcionários do cartório é de que aproximadamente 130 pessoas simulariam a votação até o final da tarde. Em duas horas de funcionamento (das 10h às 12h) cerca de 50 pessoas já haviam votado. De segunda a quarta-feira, o treinamento prossegue nas 23ª, 300ª e 387ª zonas eleitorais, das 12h às 18h.

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