A higiene é uma das principais preocupações dos clientes que consomem lanches, pastéis, espetinhos de carne e outros alimentos comercializados pelos vendedores ambulantes. Antes de escolher um carrinho, eles procuram verificar se o ponto de venda está limpo e se a pessoa que manipula a comida é higiênica. No entanto, a existência de autorização da Vigilância Sanitária para funcionar não é conferida.
“A gente escolhe pela aparência. Olha de barraca em barraca, vê qual está mais limpa e come”, comenta a moradora de Macatuba, Silmara Firmino de Lima, que quando vem receber tratamento no Hospital Estadual de Bauru consome algo das barraquinhas instaladas nas proximidades.
Elisabete dos Santos Cruz também é de fora, viaja uma vez por mês de Duartina para o hospital. “Eu venho de longe e não trago nada para comer, então acabo comendo por aqui mesmo. Pelo o que eu posso ver é limpo e dá para confiar”, afirma.
Em muitos casos, o ambulante consegue formar uma clientela fixa e, embora não possa ficar parado somente em um local, acaba se estabelecendo num ponto determinado e se torna conhecido. Uma prova disso é o motoboy Elias Gregório de Oliveira, que sempre compra espetinhos de um ambulante instalado há anos no Mary Dota.
“Eu sempre passava por aqui. Certo dia, decidi experimentar, gostei e, agora, volto sempre. Dependendo do lugar, às vezes eu fico na dúvida quanto à higiene, nesse caso, eu não como”, emenda o motoboy.
Por coincidência, nesse mesmo ponto do Mary Dota, a reportagem encontrou o vendedor ambulante Márcio Jacinto Amorim, que diz vender cachorro-quente na avenida Getulio Vargas e possuir alvará de funcionamento.
Enquanto comprava alguns espetinhos para a sua família, garantiu não se importar com o fato do local não ter permissão da vigilância. “Quando vejo que o ponto está limpo e que o churrasqueiro está respeitando as principais normas, eu compro normalmente”, afirmou.