É isso mesmo! O reajuste oferecido ao magistério aposentado é menos da metade do projetado aos ativos.
Tudo é ignorado: uma longa missão cumprida, com sacrifícios e dedicação exclusiva.
Como pode o poder público desrespeitar um profissional dessa maneira?
O trabalho realizado e comprovado, através de ex-alunos que galgaram altos cargos ou ostentam uma brilhante carreira nas profissões liberais escolhidas, é acintosamente olvidado.
Para o governo, a educação deve ser apenas funcional, isto é, números na estatística que mede a quantidade de alunos na escola onde aparentemente são alfabetizados, apenas para exibição no panorama internacional. Na realidade, uma alfabetização que se fecha em si mesma, sem a preocupação de ser uma chave que abra as comportas da leitura inteligente, interpretada, analisada, mola propulsora da promoção humana.
Enquanto vários países investem maciçamente na Educação, reconhecendo ser ela a base de tudo, do progresso econômico à humanização que torna as nações dignas de respeito, aqui a rede física é desmontada, os educadores preteridos: ludibriados, se ativos; humilhados, se inativos. Nesse cenário desolador, não se vê uma luz no fim do túnel a não ser que os profissionais do ensino reajam e exijam que a Educação deva ser prioridade em todos os níveis: municipal, estadual, federal.
Maria José Lemos Xavier - RG 2.253.078