Tribuna do Leitor

Posição da CUT Bauru


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Referente à matéria publicada na edição de quarta-feira (dia 12) sobre o aumento da tarifa do transporte coletivo urbano de Bauru, a subsede de Bauru da CUT/SP esclarece que em nenhum momento tomou conhecimento do texto divulgado em forma de manifesto pelo Sinserm (que não é filiado à CUT), muito menos autorizou sua assinatura no mesmo.

Esclarecemos ainda que embora concordamos plenamente com a posição do manifesto (segundo a matéria do JC - já que não tivemos acesso ao documento) sobre a falta de ônibus nos finais de semana, a necessidade de se conceder benefícios aos estudantes (como passe-livre), a modificação do formato do conselho de usuários e a defesa do emprego, saúde e segurança no trabalho como forma inclusive de garantir qualidade nos serviços prestados, e que a população merece explicações sobre os reais motivos do aumento da tarifa, não seria nosso papel colocar a culpa de todos estes problemas no Conselho de Usuários. Além dos problemas já relatados, ressaltamos a falta de manutenção corretiva/preventiva da frota o que vem causando desconforto para os profissionais do transporte e para os usuários.

Quanto à participação CUTista nesse conselho, quando fomos convocados a indicar um membro (como já havíamos feito no passado) aprofundamos o tema em debate interno e concluímos que o formato do conselho dos usuários não atende a expectativa de discussão, elaboração e deliberação que um espaço de políticas públicas deve proporcionar. Dessa forma, entendemos que os poderes Executivo e Legislativo devem ser chamados para a responsabilidade e modificar a legislação do conselho que é no mínimo vantajosa para os empresários detentores das concessões de transporte coletivo urbano em nosso município e que transformam o conselho – que deveria ser dos usuários – em espaço de ratificação de propostas contrárias aos interesses da população.

Por fim, lamentamos que a CUT não tenha sido ouvida por este importante veículo de comunicação de nossa região, o Jornal da Cidade (JC), para dar sua versão dos fatos e se defender das acusações corporativas do presidente do Conselho, que só reafirmou sua capacidade de defesa das decisões impostas pela Emdurb e pelas empresas de transporte – e essa nossa afirmação é referente ao presidente e não ao Conselho.

A CUT participou efetivamente da reconstrução da democracia desse país e considera que os espaços de políticas públicas não são inimigos da população, e sim um instrumento que deve possibilitar a participação do povo nos rumos da cidade, do município, estado e união. Dessa forma, requeremos do Jornal da Cidade que sejamos ouvidos para esclarecer à classe trabalhadora sobre nossa verdadeira posição (por que são os trabalhadores os usuários do sistema urbano de transporte coletivo) e rebater as acusações do presidente do Conselho que, por motivos desconhecidos, acolheu para si um problema que é de todos nós trabalhadores e trabalhadoras do município de Bauru.

Portanto, ressaltamos que a CUT ainda não se pronunciou sobre o aumento das tarifas, mas o fará de forma responsável e comprometida com a população, porque somos, acima de tudo, uma central cidadã, que luta pelos direitos do(a) cidadão(ã) de ter emprego, salário digno, saúde, educação, moradia, transporte, lazer e muitos outros direitos, garantidos ou não, constitucionalmente.

Francisco Wagner Monteiro - coordenador da subsede de Bauru da CUT-SP

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