Regional

Noz macadâmia leva o nome de D. Córregos para o mundo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Dois Córregos - Muito antes do filme que levou o nome de Dois Córregos para o Exterior, a cidade já era conhecida lá fora por ser uma grande produtora de noz macadâmia, o que lhe garantiu o título de Capital da Macadâmia. Mas não é só da noz que vive o município (localizado a 73 quilômetros de Bauru). O artesanato, as lendas e a poesia dão um tom todo especial ao local, que mescla o moderno com o histórico.

A noz, produzida exclusivamente para a exportação, também é a base para o sorvete, vendido somente na cidade e que garante a atenção dos visitantes.

Ir a Dois Córregos e não experimentar o sorvete de Macadâmia é o mesmo que ir a Roma e não ver o papa, dizem os moradores. Para quem já teve a oportunidade, o sorvete é delicioso e vale a pena provar, porque além de saboroso é nutritivo, já que a noz contém ômega 7, dentre outras qualidades.

A opinião é do jornalista e escritor Fernando Morais, que fez questão de enviar uma correspondência ao dono de uma das sorveterias para dizer que ele apreciou o sorvete todos os dias enquanto esteve na cidade. Para quem não sabe, Morais escreveu os quatro primeiros capítulos de "Olga" hospedado em um hotel-estância do município.

O segredo do sucesso do sorvete está guardado a sete chaves. A única dica do proprietário da sorveteria, Francisco Otaviano Marcheti, é que ele é feito com matéria-prima de qualidade e confeccionado todos os dias para manter o sabor inalterado.

“O segredo para ele ficar cremoso é confeccioná-lo todos os dias. Se ele fica mais de um dia, sofre alteração na textura, na cremosidade e no sabor. O sorvete é um cartão postal da cidade, tenho de manter a qualidade.”

Ele frisa que, em função disso, o sorvete de macadâmia não é encontrado em outra cidade. “Eu estou com projeto de expandir e levar o sorvete para outras regiões. O problema é que eu tenho de ficar próximo para cuidar desses detalhes.”

Vender sorvetes em Dois Córregos não é mau negócio, frisa o fabricante. “Aos sábados, domingos e feriados, a gente chega a vender 2.000 bolas por dia. Cerca de 25% é sorvete de macadâmia, que ficou famoso e tem clientela própria. Tem gente que vem de longe só para tomar o sorvete de macadâmia.”

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