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Estrangeiros são atrações à parte no duelo

Folhapress
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São Paulo - O destino de Palmeiras e Corinthians no Brasileiro passará pelos pés de dois estrangeiros, o paraguaio Gamarra e o argentino Carlitos Tevez. O zagueiro é o responsável por arrumar a defesa palmeirense ao longo da competição; o atacante, artilheiro corintiano da temporada, é o termômetro do time. Quando joga bem, a vitória é praticamente certa.

Apesar do status de estrela de ambos, quando pisarem no Morumbi buscarão quebrar pequenos, mas incômodos tabus. Gamarra tenta desvencilhar-se do rótulo de corintiano com boa apresentação e a primeira vitória contra o ex-clube.

Tevez busca e acredita, enfim, espantar a falta de gols em clássicos. “Oxalá que eu marque no domingo”, enfatiza. “Mas o mais importante é o Corinthians. Se o time vence, o Tevez também vence”, profetiza, confiante.

Marcar contra o maior rival seria a consagração para o ídolo atual da torcida. Por sua garra, dedicação, o atacante é reverenciado em campo. E se os zagueiros acham que, na base na violência, vão intimidá-lo, Tevez adverte: quanto mais apanha, mais fica motivado. “É tipo Boca (Juniors, time no qual iniciou a carreira) e River (Plate, o principal adversário). Clássico que gosto de atuar, onde costumo jogar bem”, avisa.

Desde sua chegada ao clube, Tevez já disputou sete clássicos, sendo dois deles contra o Palmeiras, justamente os que mais brilhou. Nos 2 a 0 do Campeonato Paulista, inclusive, chegou a marcar um gol, anulado injustamente. Mas hoje, ele promete que será tudo diferente.

Timidez

Gamarra admite: não gosta muito de falar. “Trato de trabalhar muito e aparecer pouco. Por isso caí nas graças da torcida”, disse o zagueiro em uma de suas raras entrevistas desde que começou a trabalhar no Palmeiras, primeiro sob o comando de Paulo Bonamigo, depois, de Leão.

E o desafio de ganhar a confiança dos palmeirenses não era dos mais simples, afinal, viveu o auge da carreira no rival, onde conquistou, inclusive, o maior título do clube, o Mundial da Fifa. E a torcida palestrina não se contentaria com desempenho do mesmo nível do apresentado no Parque São Jorge. Queria mais.

Gamarra pode ser de poucas palavras, mas é ousado nas atitudes. Em sua apresentação no Palmeiras, revelou que não voltou ao Brasil apenas para reforçar a equipe. Disse que não sabe jogar em um time sem ter a motivação de lutar por títulos e, por isso, esperava ajudar o time a atingir esse objetivo.

De fato, desde sua chegada o Palmeiras vem subindo de produção e os companheiros, em especial os de defesa, não cansam de ressaltar a importância de seu trabalho e suas orientações no grupo.

Hoje, Gamarra busca apagar a má impressão do duelo do primeiro turno, no qual perdeu a bola para Mascherano no lance que originou o terceiro gol da vitória corintiana, por 3 a 1.

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