O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. O plantio utiliza área equivalente a dois Estados do Piauí (ou 4,5 milhões de hectares), num ramo que movimenta 6% do Pronto Interno Bruto nacional.
De toda a safra, a maior parte (55%) é destinada à produção de álcool e subprodutos, o que torna o País um grande produtor de etanol.
Até 2010, estima-se um aumento de 50% na atual produção, tendo em vista as demandas internacionais e o crescimento da tecnologia de motores de combustível flexíveis.
Além disso, o bagaço da cana-de-açúcar viabiliza a produção de energia limpa. Muitas usinas têm desenvolvido projetos de certificação de créditos de carbono, através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
No entanto, se forem mantidas as atuais técnicas de cultivo e não houver um aperfeiçoamento e aplicação rigorosa da legislação de queimadas da palha, o aumento das concentrações de gases tóxicos na atmosfera poderá afetar a dinâmica ambiental e agravar a situação de saúde da população que vive no entorno das regiões produtoras, conforme sugere pesquisa da Universidade de São Paulo (USP).