Política

Lula precisa valorizar aliados, diz Murad

Da Redação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa valorizar mais os partidos aliados para implementar o seu projeto de desenvolvimento. A opinião é do deputado federal Jamil Murad (PC do B), que esteve em Bauru ontem para participar do debate sobre o referendo deste domingo, que vai decidir sobre a comercialização de armas de fogo e munição no País, realizado na Instituição Toledo de Ensino (ITE).

Murad fez uma avaliação sobre a crise política pela qual passa o governo federal e a eleição de Aldo Rebelo (PC do B) para a presidência da Câmara dos Deputados. Aldo assumiu o lugar de Severino Cavalcanti (PP), que renunciou ao cargo e mandato no final do mês passado para escapar de um processo de cassação. Severino foi acusado de cobrar propina do empresário Sebastião Buani para manter a concessão do restaurante dele na Casa.

“Foi uma batalha dura”, disse Murad sobre a eleição de Aldo Rebelo. “Mas daqueles que querem o desenvolvimento do Brasil”, emendou.

A batalha, porém, não está ganha - e nem definida. Tanto que os núcleos de partidos de esquerda têm feito reuniões periódicas para discutir a situação política do País e elaborar um projeto que deverá ser encaminhado ao presidente Lula antes que discussões mais acaloradas com vistas às eleições presidenciais de 2006 ganhem mais força.

Segundo Murad, os presidentes do PC do B, Renato Rabelo; do PT, Tarso Genro; e do PSB, Roberto Amaral, já fizeram pelo menos quatro reuniões para discutir um projeto nacional de desenvolvimento. “Queremos dar sustentação a Lula, mas cobramos a implementação de uma política que atenda melhor o povo. Ele (presidente Lula) precisa entender a necessidade de se fazer ajustes importantes neste momento e precisa assumir esse compromisso com os partidos de esquerda”, afirma.

Murad salienta que este é melhor momento para a discussão de uma nova política nacional de desenvolvimento. Ele cita como exemplo as comissões parlamentares de inquérito (CPIs), que deram uma nova visibilidade às questões políticas do País. “O projeto que elegeu Lula não morreu e está em discussão através dos núcleos. Se não for o Lula, outro terá que encabeçar isso”, salienta.

“Nós não somos casados com tal ou qual político, tal ou qual bloco. Nosso bloco é das transformações do Brasil para o desenvolvimento. E a luta é permanente. Temos esperança que o Lula enxergue essa necessidade. Se não enxergar, não há um compromisso indissociável para o resto da vida”.

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