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Violência/futebol: Brigas matam três em menos de 24h

Folhapress
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São Paulo - Menos de 24 horas depois da morte de um torcedor palmeirense durante embate com corintianos no metrô de São Paulo, outras duas pessoas morreram após conflitos entre torcidas - uma na Capital e outra em Campinas.

No Interior de São Paulo, um torcedor da Ponte Preta foi morto a pauladas por são-paulinos ao lado do estádio Moisés Lucarelli. As equipes se enfrentam no local amanhã, em reedição de duelo anulado do Brasileiro.

O jogo - realizado inicialmente em 2 de julho e vencido pela Ponte por 1 a 0 - faz parte da lista dos 11 cancelados por terem sido comandados pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, protagonista do escândalo de fraude em resultados.

A mais recente vítima é o ponte-pretano Anderson Ferreira Tomás, 26 anos, o “Conde”, membro da Torcida Jovem da Ponte Preta. Ele morreu após ser espancado por cerca de 15 integrantes da Torcida Independente, do São Paulo, por volta das 9h de ontem.

Anteontem, o palmeirense Diogo Lima Borges, 23 anos, morreu baleado na costas antes de Palmeiras x Corinthians, na estação de metrô Tatuapé. Após a partida, o torcedor corintiano Wellington Miranda, 25 anos, foi baleado na cabeça.

A violência decolou depois da anulação dos confrontos do Nacional, confirmando previsão feita na semana passada por torcidas. O cenário recrudesceu após embate entre torcedores do Santos e a polícia, durante o duelo com o Corinthians, na última quinta-feira.

O presidente da Torcida Jovem da Ponte, Edson Luís, disse que Conde não era associado, mas freqüentava a sede e era bastante conhecido da maioria dos torcedores da Ponte. “Ele estava com uma camisa preta, que ficou encharcada de sangue.”

O espancamento ocorreu nas proximidades da bilheteria para a torcida visitante do estádio da Ponte. No local, havia distribuição de ingressos para o replay do jogo contra o São Paulo.

Segundo informação de testemunhas à Polícia Militar, Conde havia descido de um ônibus circular próximo ao estádio e caminhava em direção à bilheteria - no portão principal do estádio - quando se envolveu em uma discussão com são-paulinos. Conde foi atacado com pauladas e pedaços de ferro. Teve o rosto desfigurado e perdeu parte da massa encefálica na beira da calçada próxima ao muro do estádio. O espancamento ocorreu a cerca de 300 metros da sede da Torcida Jovem.

O torcedor ainda foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado com vida para o Hospital Municipal Mário Gatti, onde chegou por volta das 10h40. Conde teve três paradas cardíacas e morreu por volta das 11h30. A causa atestada por médicos foi traumatismo crânio-encefálico.

O presidente da Independente, em Campinas, Marcos Paulo Moraes, foi apontado por testemunhas como um dos autores do crime. Eles estava foragido até o início da noite de ontem. Torcedores da Ponte que preferiram não se identificar afirmaram que, no momento do crime, não havia policiamento nas imediações do estádio. Mas o comandante interino do 35º Batalhão da PM, major Israel Pilmon, disse que havia um carro da polícia na frente do estádio e outros nas proximidades.

A PM também decidiu aumentar o efetivo de policiais para o jogo de amanhã. A partida é considerada preocupante por torcedores, diretoria da Ponte e PM.

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