O pedreiro Celso Moreira de Souza Júnior, 27 anos, que morava no Jardim da Grama, foi morto com dois tiros por volta das 8h30 de ontem, no Núcleo Edson Francisco as Silva (Bauru 16). A vítima caminhava pela quadra 7 da rua Arnaldo Miraglia quando foi alvejada por dois projéteis de arma de fogo, que atingiram as costas do rapaz. Ninguém viu o autor dos disparos, mas Souza Júnior, antes de morrer, chegou a falar o nome de uma pessoa que por isso está sob investigação.
O delegado Francisco Bromatti Filho, titular do 1.º Distrito Policial, abriu inquérito para apurar o crime. Ele explica que, por enquanto, o nome do suspeito não será divulgado para não atrapalhar as investigações. Por se tratar de crime de autoria desconhecida, o caso também será remetido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para apuração. Já o capitão Flávio Jun Kitazume, comandante da 3.ª Cia da Polícia Militar, comenta que pela forma que o crime foi cometido há indícios que tenha sido motivado por vingança. Porém, por enquanto, ele não arrisca apontar a causa da rixa.
Morador da quadra 7 da rua Arnaldo Miraglia, Ricardo Simões conta que ouviu o barulho dos tiros. “Eu estava dormindo quando ouvi os tiros. Levantei e, quando saí na rua, vi o rapaz caído quase na minha calçada, mas já sendo socorrido por um parente dele, que mora no final da rua”, relata. A vítima estava a pé e, já baleada, teria acenado com o boné para pedir ajuda.
O pedreiro chegou a ser levado ao Pronto-Socorro Central, mas deu entrada na unidade de saúde já morto. De acordo com Simões, o pedreiro sempre estava no bairro. “Acho que ele também estava morando aqui (no Bauru 16) porque sempre passava na rua”, comenta. A família de Souza Júnior, que mora no Jardim da Grama, não quis comentar o caso. Ele é a 35.ª pessoa morta em circunstância violenta neste ano em Bauru.