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Copom reduz juros para 19% ao ano

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O Banco Central (BC) deu prosseguimento ontem ao processo de redução da taxa de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, cortar a Selic em 0,50 ponto percentual, para 19% ao ano.

No mês passado, a redução foi de 0,25 ponto percentual. A decisão, já esperada pela maior parte dos analistas do mercado financeiro, ocorre mesmo depois de a inflação de setembro ter ficado acima da registrada no mês anterior, 0,35% contra 0,17%.

No entanto, a redução foi possível porque a trajetória da inflação para este ano e para 2006 continuam próximas da meta. Na última pesquisa feita pelo BC com analistas, a previsão era de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE (IPCA) de 5,22% neste ano.

Para o ano que vem, eles esperam uma inflação de 4,6%. O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma taxa de 5,1%. Para o ano que vem, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses - entre setembro do ano passado e maio deste ano - foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda. Mas esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo um pouco menor do que em 2004. Além disso, o nível de uso da capacidade instalada se mantém estável.

Em agosto, a produção industrial brasileira apresentou uma queda de 1,1% em relação ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 3,8%. No acumulado do ano, o crescimento da produção está em 4,3%. No ano passado, o aumento foi de 8,3%, o maior em 18 anos. Já o índice dessazonalizado da utilização da capacidade instalada ficou em 82% em agosto, contra 83,5% no mesmo período do ano passado, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI ). Na quinta-feira da próxima semana, o Copom irá divulgar a ata da reunião ocorrida anteontem e ontem.

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