Economia & Negócios

Sindicato investe R$ 220 mil em clube

Da Redação
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Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas por muitos clubes sociais, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru inaugurou formalmente, no último dia 16, um centro poliesportivo e cultural. De acordo com o assessor de comunicação da entidade, Edson Quintiliano Júnior, cerca de R$ 220 mil já foram investidos em benfeitorias no local. A maior parte deste valor foi aplicada para construir quadras, arquibancadas e área coberta de 1.782 metros quadrados.

O clube será colocado à disposição dos cerca de 7 mil trabalhadores do setor em Bauru, sendo 1.200 deles associados ao sindicato. Quem já é associado, não pagará nada para usar o clube. “Para decidir como será a utilização do centro por parte dos demais trabalhadores, vamos fazer uma assembléia”, diz Quintiliano.

A comerciária Fabiana Cardoso Dias Meira, 28 anos, vendedora de uma loja de tecidos no Centro na cidade, é sócia do clube e já participou de diversos eventos promovidos pelo sindicato. “Eu levo meus filhos e sobrinhos no final de semana. Costumo freqüentar os eventos”, conta. Ela torce para que em breve seja instalada uma piscina no local.

Sobre as dificuldades que possam surgir em relação aos custos de manutenção do local, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Benone Cabelo Batista, é direto. “A gente vai aplicando (o dinheiro) de acordo com os nossos recursos”.

Ao contrário de outros empreendimentos semelhantes, que têm altos custos de manutenção, Quintiliano acredita que, neste caso, o trabalho voluntário é o segredo. “Todo trabalho realizado lá (no clube), desde os eventos, a limpeza até a produção, é voluntário, feito por comerciários e pelos próprios funcionários do sindicato. Então, este é um custo de pessoal que os clubes em geral têm, mas que nós não temos”, comemora.

O clube dos comerciários, instalado em um terreno adquirido em 1989, localizado no km 348 da rodovia Bauru/Iacanga, conta com duas quadras de futebol de salão, arquibancadas, iluminação, bar com cozinha industrial e uma despensa.

O assessor de comunicação do sindicato explica que o centro poliesportivo foi construído totalmente com recursos da própria categoria. Esses recursos chegam por meio da contribuição confederativa (1% do salário) dos trabalhadores representados, e também da contribuição mensal de R$ 5,00 dos associados, que são cerca de 1.200 trabalhadores.

“Tudo é planejado para evitar que gastemos muitos recursos durante o ano”, explica. “A prioridade da verba disponível é (a defesa) dos direitos dos trabalhadores. Quando os recursos sobram, aí o dinheiro é aplicado no centro”, conclui.

O tradicional baile dos comerciários, realizado anualmente para comemorar o “Dia do Comerciário”, será, em breve, transferido para o clube. Neste ano será realizado na Associação Luso-Brasileira, amanhã.

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Fonte de recursos

O assessor de comunicação do Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru, Edson Quintiliano Júnior, lamenta a instabilidade dos empregos no mercado, prejudicando o planejamento dos sindicatos. “Nós temos, em média, 2.500 homologações e rescisões de contrato por ano. O comércio tem essa característica (de alta rotatividade). Então, a quantidade de comerciários que são associados flutua muito no decorrer do ano.”

Na opinião dele, é preciso usar a criatividade, como no caso do centro poliesportivo do sindicato, para driblar situações difíceis. Se for aprovada a reforma sindical, por exemplo, Quintiliano acredita que os sindicatos devem estar preparados para a perda dos recursos advindos da contribuição confederativa.

“No futuro, (o clube) acaba sendo até uma fonte adicional de renda. Eu acho que o sindicato já está se preparando para isso, para eventuais reformas que possam surgir”, projeta.

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