Bairros

Motoniveladora ocasiona problemas, diz geógrafo

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

As motoniveladoras utilizadas para recuperar as estradas rurais do município solucionam o problema do tráfego apenas a curto prazo, segundo o geógrafo José Aparecido dos Santos, responsável pela Comissão de Meio Ambiente da Associação dos Geógrafos do Brasil, com sub-sede em Bauru.

Após a ação das águas das chuvas, esses equipamentos costumam ser usados com freqüência para realizar a retirada do barro que se forma no leito carroçável das estradas, nivelando o chão. No entanto, a terra é removida do centro da pista para as partes laterais, formando barrancos que, dependendo do número de vezes que a motoniveladora passa, podem chegar a mais de 1 metro de altura.

De acordo com o geógrafo, basta que chova novamente para que a situação se agrave ainda mais, ocasionando até mesmo problemas ambientais. “Como a terra mexida pela máquina fica solta, as próximas chuvas carregam tudo para os rios, provocando os assoreamentos”, explica.

Como grande parte das vias rurais não possuem sistemas de drenagem, como as curvas de nível, por exemplo, elas se tornam um leito natural para que a água corra e, conseqüentemente, surjam as erosões.

“É preciso romper com essa prática de somente passar máquina e procurar fazer obras que tenham sustentabilidade tanto ambiental quanto econômica”, afirma Santos.

Ele acredita que o município precisa realizar alguns experimentos para encontrar a forma mais adequada para melhorar as condições das vias rurais e faz elogios ao trabalho realizado em Barra Grande-Rio Verde, onde um trecho da estrada teve sua largura ampliada e recebeu sistema de captação das águas pluviais.

“Particulamente, avalio que outra solução viável seria triturar o entulho e usar como cascalho nas estradas rurais, mas desde que esse material não seja utilizado para cobrir erosões ou despejado em áreas de baixadas, próximas aos córregos”, propõe.

Santos, que também representa a Associação dos Geógrafos nas discussões no Grupo Gestor do município, afirma que Bauru tem sido um exemplo ao motivar a comunidade a participar do Plano Diretor Participativo.

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Pontes preocupam

Para o responsável pela Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, o motivo de maior preocupação com o início da temporada de chuvas são as pontes localizadas nas áreas rurais. Por serem feitas de madeira, ele acredita que algumas delas correm o risco de sofrer sérios danos estruturais.

“Embora a ponte de concreto exija investimento maior, hoje ela pode ser construída em células semiprontas e o custo operacional é mais barato”, sugere.

Brito aponta duas pontes que apresentam problemas na área rural, uma na região da Barra Grande e outra sobre o Rio Batalha, na estrada do Matosinho.

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