Ser

Galã nacional

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 6 min

Com a carreira consagrada como cantor, ator e compositor, o paulistano Fábio Jr., 52 anos, é um nome de destaque no cenário artístico nacional.

Na estrada há quase quarenta anos, ele está sempre em evidência, seja em novelas ou por meio de hits entoados por uma legião de fãs de todas as idades que, diga-se de passagem, não pára de crescer.

Isso pôde ser comprovado no último dia 6, em show realizado pelo cantor na Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB).

Milhares de pessoas, a maioria mulheres entre 20 e 40 anos, esperavam ansiosas pela apresentação, baseada no último CD de Fábio Jr., “O Amor é Mais”. O disco, lançado ano passado, reúne canções inéditas e sucessos antigos de Fábio Jr., como “Pai” e “Volta”.

Grande parte do sucesso de Fábio Jr. é fruto de trabalho iniciado por ele ainda na infância, interpretando sucessos da Jovem Guarda em programas infantis. Utilizando o pseudônimo de Uncle Jack, gravou seu primeiro LP no início da década de 70 e ficou famoso com as músicas “Don’t Let Me Try” e “I Want To Be Free Again”.

Em meados dos anos 70, o cantor mudou seu nome artístico para Fábio Jr. e estreou nas telinhas. Uma de suas primeiras participações foi em “Ciranda-Cirandinha”. Em 1976, atuou na novela “Pai Herói” e, no mesmo ano, lançou a canção “Pai”.

Na década de 80, Fábio Jr. gravou “Vinte e Poucos Anos” e participou das novelas “Cabocla”, “Água Viva”, “O Amor é Nosso”, “Louco Amor” e “Roque Santeiro”. Mas, apesar do sucesso nacional, Fábio Jr. decidiu deixar de lado o trabalho como ator e passou a se dedicar à carreira de cantor e compositor.

A “troca” parece ter dado certo: em pouco tempo, lançou “Eu me Rendo”, “O Que é Que Há”, “Quando Gira o Mundo”, “Senta Aqui” e “Enrosca”, que se tornaram hits nas principais cidades brasileiras.

Acumulando diversos discos, Fábio Jr. lançou, na década de 90, diversas coletâneas e voltou à televisão. Em 1992, participou da novela “Pedra Sobre Pedra” e, ao mesmo tempo, estourou nas rádios com as canções “Ai Qui Saudade de Ocê” e “Esqueça”.

Em 1994, o artista gravou “Alma Gêmea”, tema da atual novela global das seis e que leva o mesmo nome da música; e, no final dos anos 90, atuou na novela “Corpo Dourado”. Seus últimos trabalhos foram marcados por coletâneas. Em 2003, gravou “Fábio Jr. Ao Vivo”, reunindo seus principais sucessos.

O extenso currículo profissional de Fábio Jr. não é a única explicação para seu sucesso. O rótulo de “galã” sempre acompanhou sua vida, marcada por vários namoros e alguns casamentos. Solteiro há cinco anos, ele confessa que ainda está em busca de sua alma gêmea.

A trajetória artística de Fábio Jr. e outras “confissões” que prometem agradar as fãs podem ser conferidas a seguir, como resultado de uma rápida entrevista coletiva concedida pelo cantor minutos antes do show realizado em Bauru, no último dia 6.

Jornal da Cidade – Você acumula mais de três décadas de carreira. Qual é o balanço que você faz de sua trajetória?

Fábio Jr. - Em cada lugar que eu vou, as pessoas dizem que eu estou comemorando diferentes anos de carreira. Algumas pessoas contam da música “Pai”, de 1979 para cá, o que daria 26 anos carreira. Mas dá muito mais do que isso porque eu comecei com 13 anos de idade. É que eu só comecei a fazer sucesso mais tarde.

JC – Em relação à turnê de divulgação do seu novo CD, como você avalia esse trabalho?

Fábio Jr. – O show está redondinho. Gosto muito de fazê-lo e acho há tempos não fazia um show assim. O repertório tem desde a música “Pai” até meu último CD. O público que vai aos shows pode esperar uma coisa muito honesta da minha parte e espero que as pessoas gostem.

JC – No disco, há uma música sua em parceria com seu filho Filipe Galvão. Como é essa experiência?

Fábio Jr. – Foi nossa primeira parceiria. É a primeira composição nossa. Como o Filipe está morando comigo há quase dois anos, tem algumas idéias novas que têm a ver com o tipo de som que eu faço, embora sua praia seja hardcore. Mas o trabalho do CD é emocionante porque é feito com meu filho. É claro que é sempre bom fazer música, mas quando é com um filho meu é melhor. Acho que ano que vem as pessoas vão poder conhecê-lo melhor.

JC – Você se considera um galã? Esse rótulo, em algum momento, atrapalhou sua carreira?

Fábio Jr. - Não, não acho que atrapalha não. Sinto isso até como uma ‘massageada’ no ego.

JC - Você é um dos solteiros mais cobiçados do Brasil. Essa posição é por opção?

Fábio Jr. - Não é por opção, é porque ainda não apareceu um lance mais forte, uma mulher especial. É verdade, estou solteiro faz tempo, há cinco anos.

JC – Você acredita no matrimônio? Pretende se casar novamente?

Fábio Jr. - Claro, acredito sim. Eu já casei várias vezes.

JC – Mas você já disse em outras ocasiões que para a mulher te conquistar ela não poderia falar em casamento. Isso é verdade?

Fábio Jr. - É que elas são meio rápidas (risos). É preciso ir com calma.

JC – Que motivos o levariam a terminar uma relação?

Fábio Jr. - Sei lá, como já aconteceu isso comigo; de repente ela se mostrar de um jeito que na verdade ela não é. E com o tempo se vai descobrindo que ela é outra pessoa. Acho que falha de caráter, para mim, não tem acerto não, é a pior coisa que existe.

JC – Aproveitando o sucesso da novela “Alma Gêmea”, que tem sua música como tema de abertura, você acredita em almas gêmeas?

Fábio Jr. - Claro, mas eu não acredito que exista uma só. Dependendo do momento que a pessoa estiver na vida, por exemplo, se eu estiver numa freqüência e se acontecer de eu conhecer alguma mulher na mesma freqüência e na mesma vibração que a minha, naquele momento ela pode ser minha alma gêmea.

JC – E necessariamente não precisa ser mulher, podem ser familiares, dizem os espíritas?

Fábio Jr. - É, porque existem as almas afins, outras almas gêmeas.

JC – Você encontrou sua alma gêmea?

Fábio Jr. - Não sei, será que eu deixei ela escapar? (risos). Ainda estou em tempo de descobrir.

JC – Quais são seus próximos projetos?

Fábio Jr. - Vou realizar um turnê em um navio. Saímos dia 16 de dezembro e voltamos dia 22. O roteiro se inicia em Santos, passa por Búzios, Angra dos Reis, Santa Catarina e termina em Santos.

JC - Existe alguma outra novela engatilhada?

Fábio Jr. - Não, não penso em fazer uma novela não.

JC - Por quê?

Fábio Jr. – Estou totalmente voltado para a turnê. Então estou viajando demais e para fazer novela é difícil.

JC – Mas dá tempo de ver sua filha Cléo Pires na TV?

Fábio Jr. – Dá (enfático).

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