A Escola Estadual Ernesto Monte, ao lado do Palácio da Cerejeiras, é o local em que os principais políticos de Bauru votam. Ontem, durante o referendo sobre o desarmamento, o prefeito Tuga Angerami (PDT), junto com o chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Sérgio Canalli, assessores e o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Antônio Garmes (PSDB), aproveitaram o encontro para um longo bate-papo na porta do colégio. Na roda de conversa, o referendo ficou em segundo plano. Os temas locais, com desdobramentos importantes nesta semana, pautaram a conversa entre o chefe do Executivo e o presidente do Legislativo, principalmente a apresentação na Câmara, terça-feira, do projeto de revisão da planta genérica do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Ao justificar sua posição favorável à proibição do comércio de armas de fogo e munição no País, Tuga diz que o debate e a propaganda eleitoral foram conduzidos de forma equivocada. “Assisti a um programa na tevê em que duas pessoas, uma contra e outra a favor, quase se pegaram. Se tivessem armados, era capaz de sair algum desastre. O que mostra o grau de passionalidade nesse debate, que era para ser racional”, avalia.
Ele acrescenta que a simples proibição do comércio de armas e munição não soluciona o problema da violência no País.
Depois de conceder entrevista coletiva à imprensa, Tuga votou na seção 5 do Ernesto Monte, por volta das 12h15, tendo que aguardar alguns minutos na fila para entrar na sala de votação. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) votou por volta das 10h, também no Ernesto Monte.
O vice-prefeito e também presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Renato Purini (PMDB), votou às 9h30, na Escola Estadual Rodrigues de Abreu, na seção eleitoral 24. Ao sair ele comentou que a movimentação estava tranqüila sem o tradicional embate de posições que costuma envolver os pleitos eleitorais.
“Não temos na rua a expectativa com cabos eleitorais e nem a disputa por cargos”, avalia.