Política

Liberação da venda de bebidas alcoólicas agrada comerciantes

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

A tradicional cervejinha com os amigos, hábito adotado por muitos bauruenses, esteve garantida no final de semana. Isso porque, durante o referendo para decidir a proibição ou não do comércio de armas de fogo e munição no País, não houve lei seca no Estado de São Paulo.

A decisão, tomada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública em razão da eleição ser uma consulta popular e não disputa política, agradou a maioria dos comerciantes e proprietários de bares da cidade.

Em grande parte desses estabelecimentos, o movimento foi considerado acima da média, caso de um bar no Parque São Geraldo, de propriedade de Luciano Cardoso.

“É vantagem porque podemos vender bebidas livremente. Quando tem eleição somos bastante prejudicados porque sábado e domingo são os dias em que as bebidas são mais vendidas. Durante a semana o movimento é bem menor”, diz Cardoso.

Sua opinião também é compartilhada por Sivaldo Marcos Paes, proprietário de um bar no Parque Vista Alegre. “Deveria ser sempre assim em todas as votações. Em época de eleição, nós nunca fechávamos as portas, apenas direcionávamos os clientes para os refrigerantes. Mas quando se breca a venda de bebidas alcoólicas o faturamento é menor. E o domingo é um dia bom para o bar”, aponta.

Muitos proprietários destacam que os únicos prejudicados com a interdição de bebidas alcoólicas são os donos de bares. “A lei seca não proíbe nada porque sempre se acaba vendendo bebida do mesmo jeito. As pessoas podem comprar antes e deixar em casa, por exemplo. Mas com a lei, deixamos de ter nosso lucro”, diz Luiz Antônio Sinhoretti, dono de bar no Jardim Higienópolis.

José Roberto Negrato, proprietário de um bar na Vila Seabra, concorda. “Isso é ótimo para o nosso faturamento. Com a lei seca, tanto faz se o estabelecimento está aberto ou fechado, porque alguns lugares vendem escondido mesmo. A pessoa deve ter responsabilidade com ou sem bebida”, observa.

Rotina

Se por um lado a não imposição da lei seca agradou os comerciantes, a liberação da venda de bebidas alcoólicas não mudou a “rotina” da maioria dos amantes da cervejinha aos finais de semana.

“Acho que não precisaria ter lei seca em dia de eleição. Podemos comprar no mercado antes e levar para casa. A lei seca não adianta nada para os consumidores, mas os comerciantes são prejudicados porque eles têm que vender”, conta o pedreiro Leoni Jorge Mantovani.

Os irmãos Everaldo Cassalatti, pintor de automóveis e Eduardo Cassalatti, músico, ressaltam que mesmo com a lei seca, alguns estabelecimentos comercializam bebidas normalmente.

“Ainda que hoje (ontem) houvesse lei seca, não adiantaria porque tem alguns bares que vendem”, diz Eduardo. “Para mim o dia está normal porque trabalho a semana inteira e no domingo costumo me reunir com os amigos para tomar uma cervejinha”, diz.

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