Regional

‘Não’ foi unanimidade na região

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Em 46 cidades da região, apenas cinco apresentaram números bem diferentes do resultado final do referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo. Nas demais, a votação foi parecida. Em metade delas, 23, o resultado foi muito parecido - gravitaram entre os 61% e 65%.

Na maior consulta popular já registrada no País, a venda de armas de fogo e munição foi liberada por 63,94% dos eleitores. Enquanto 36,06% votaram pela proibição.

As diferenças, para mais ou para menos, ficaram por conta de apenas cinco cidades. Em Balbinos, Fernão, Pratânia e Reginópolis, os índices de aprovação à venda foram os mais altos da região.

Eles superaram a casa dos 71%. A votação mais expressiva foi registrada no menor colégio eleitoral da região. Em Fernão, uma cidade com 1.037 eleitores, apenas 865 compareceram às urnas e 72,94% deles disseram “não” à proibição.

O percentual foi praticamente o mesmo em Balbinos, onde 72,93% dos eleitores aprovam o comércio legal de armas de fogo e munições. Tão minúscula como Fernão, a cidade de Balbinos ganhou repercussão por possuir uma população encarcerada maior do que o número de moradores. O município tem cerca de 1.400 pessoas do lado de dentro de suas penitenciárias recém-inauguradas e 1.371 do lado de fora. Um caso, no mínimo, curioso.

Coincidência ou não, outra cidade que recebeu duas novas penitenciárias há pouco tempo também votou maciçamente contra o desarmamento. Foram 71,15% dos eleitores. Um pouco menos do que foi registrado em Pratânia, onde 71,58% dos eleitores também votaram “não” para o fim do comércio de armas.

Em nenhuma cidade da região o “sim” venceu. Em Areiópolis, foi onde houve a disputa mais apertada. A cidade ficou dividida sobre o tema do referendo, mas o “não” acabou prevalecendo por uma pequena margem.

Dos 5.903 eleitores que foram às urnas anteontem, apenas 187 fizeram a diferença no resultado final. Esta foi a vantagem do “não” sobre o “sim”.

Em outras 40 cidades da região, o retrato do referendo foi muito parecido com o que se viu em nível nacional, ou mesmo em nível estadual. No Estado, a venda de armas e munição foi aprovada por 59,55% dos eleitores.

Nas principais cidades da região, como Botucatu, Jaú, Lins e Marília, a porcentagem a favor da venda variou de 60% a 64%. Ou seja, não fugiu daquilo que foi verificado no Estado e no País. De um modo geral, a votação transcorreu sem maiores incidentes na região.

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