Bairros

Falta de pediatras atrasa o atendimento no Pronto-Atendimento Infantil em até 4 horas

Da Redação
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Indignação, tumulto e discussão marcaram mais um dia de trabalho no Pronto-Atendimento Infantil (PAI). Pais reclamavam e, em contrapartida, funcionários pediam para que todos tivessem calma dizendo que o atendimento, embora mais lento, seria destinado a todos. A reclamação era que a espera estava sendo de, no mínimo, quatro horas.

“Estou aqui desde as 12h sem nenhum atendimento. Já são 16h e não tem nenhuma explicação para isso que está acontecendo. Meu filho está com uma febre altíssima e nada foi feito até agora. As enfermeiras falam para esperar e assim vamos esperando. Acho que vou ficar aqui até a noite, mas não saio daqui enquanto não for atendido. Meu filho está com febre e dor de cabeça, minuto a minuto a temperatura aumenta. É um descaso, elas (as enfermeiras) ganham para trabalhar e não devem tratar as pessoas assim”, relata o frentista José Roberto Felix.

Silmara Maria Gomes também estava indignada com as horas que passou na sala de espera. “Minha filha está com o coração disparado e já desmaiou várias vezes. Faz três horas que estou neste calor e nesse tumulto. Não saio daqui sem ser atendida. Somos cidadãos, pagamos impostos, então, deveríamos ter um atendimento razoável, mas infelizmente não há.”

Com febre e vômitos, o filho da doméstica Maria Nilza da Silva esperava ser chamado pelo médico. “Deixei de trabalhar para vir trazer meu filho. Cheguei aqui e não tinha médico, as atendentes falam que o expediente está normal, mas é mentira”, comenta.

Mais reclamações partiram de Lúcia Helena Santa da Silva. Ela reclamou que o médico não respondeu às suas perguntas durante a consulta. “Com mais de quatro horas de atraso consegui ser atendida, mas o médico nem conversou comigo e, quando fui perguntar do meu filho, ele disse que meu tempo tinha acabado. Toda vez que trazemos as crianças, o plantonista diz que é virose sem ao menos examinar.”

Vera Lúcia do Amaral também questionou dizendo que só havia visto um médico atendendo. “Só tinha um atendendo (médico) e não viemos aqui para brincar. Se estamos aqui é porque precisamos. Já tentamos falar com a diretoria, mas ninguém se manifestou”.

Quando questionada, a médica Sandra Carriello, chefe do PAI, diz que o pediatra que atendia no Posto de Saúde do Jardim Bela Vista ficou doente e precisou faltar ontem, mas que tumulto e aglomeração não ocorrem rotineiramente. “Além da ausência do médico no Bela Vista, estamos atendendo com uma equipe de três profissionais, pois faltou um aqui também. Hoje é um dia atípico, mas, as urgências estão sendo atendidas.”

A médica ainda argumenta que no Higienópolis, no Ferradura Mirim e em outros Postos de Saúde sobram vagas. “A população se aglomera aqui dificultando o atendimento. Em contrapartida, o movimento é pequeno em outras unidades. O PAI é para o atendimento de urgência e emergência, portanto, casos rotineiros devem ser levados aos Postos de Saúde”, complementa.

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