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Superávit ultrapassa os US$ 35 bi no ano

Por Da Redação | Com Folhapress
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Brasília - A balança comercial registrou na terceira semana de outubro um saldo de US$ 1,004 bilhão, o que elevou o superávit no ano para US$ 35,397 bilhões. Esse resultado é 32% maior que o registrado no mesmo período de 2004.

Somente no mês de outubro até o dia 23, as exportações somaram US$ 7,421 bilhões, contra importações de US$ 4,695 bilhões, o que significou um saldo de US$ 2,726 bilhões para o período. A média diária das exportações em outubro até agora foi a maior do ano, com US$ 530,1 milhões.

O mesmo ocorreu com as importações, que registraram até a terceira semana de outubro média de US$ 335,4 milhões por dia útil. A média das exportações diárias atingiu US$ 565,1 milhões na primeira semana deste mês e baixou para US$ 495 milhões na terceira semana.

O governo, até o momento, não atribuiu esse movimento ao focos de febre aftosa encontrados em Mato Grosso do Sul, que levaram ao embargo das exportações da carne para mais de 40 países.

As importações também registraram desaquecimento no decorrer deste mês. As compras do exterior caíram de US$ 350,4 milhões por dia na primeira semana de outubro para US$ 294,4 milhões na terceira. Entre janeiro e outubro (203 dias úteis), o Brasil exportou US$ 94,141 bilhões e importou US$ 58,744 bilhões.

Ranking

O Brasil foi o 12.º colocado em termos de crescimento das exportações dentre os 60 maiores países do mundo de 2000 a 2004. Nesse período, as vendas externas do País avançaram 75%, bem acima da média mundial de 41%, conforme estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Na América Latina, a expansão foi de 28% no período.

O levantamento mostra que apenas 11 países superaram o desempenho exportador brasileiro: China, Polônia, Eslováquia, Cazaquistão, República Tcheca, Romênia, Turquia, Ucrânia, Hungria, Vietnã e Peru. “O crescimento do comércio global ajudou mas o Brasil avançou mais, se comparado a outros países. O importante é mudamos de patamar”, disse diretor operacional da Firjan, Augusto Franco, durante seminário sobre comércio exterior na federação.

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