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Basquete: Nossa Liga dá largada em Limeira

Folhapress
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Limeira - De bolso vazio, a Nossa Liga de Basquete joga ao alto hoje sua primeira bola. Sete meses depois das tentativas iniciais, o torneio idealizado pelo ex-jogador Oscar Schmidt dá a largada em Limeira, às 20h10, onde o time da casa recebe o Rio de Janeiro.

A NLB, que chegou a anunciar 26 equipes, começará sua trajetória com 18 times, de sete Estados. Praças de pouca tradição no esporte, como Pará e Piauí, serão representados respectivamente por Teresinense e Paysandu.

O primeiro momento da iniciativa esbarra na falta de dinheiro. Transmitido pelo canal fechado ESPN Brasil, o torneio começará com apenas um patrocinador, o da bola do campeonato. Segundo os organizadores, novos anunciantes devem ser divulgados em cerca de dez dias.

Curiosamente, a dificuldade em angariar dinheiro foi justamente um dos motivos que afastou os clubes da Confederação Brasileira de Basquete. Na nova liga, regulamento e tabela foram definidos pelos próprios times, que repartirão a receita do torneio.

O custo médio de um time na NLB será de R$ 20 mil mensais - em 2004, as equipes reclamaram que despesas do Nacional da CBB consumiam R$ 50 mil por mês. A queda no custo seduziu times pequenos. “Nosso orçamento não permitia opção mais cara”, disse Miguel Sampaio, diretor do Paysandu.

A fórmula definida para cortar gastos foi reduzir viagens. Divididas em duas conferências - Norte e Sul -, as equipes visitantes jogarão duas vezes no Piauí e no Pará, abrindo mão do duelo que teriam direito como mandante. A “caridade”, porém, não será de graça. As equipes do Norte terão de colocar a mão no bolso para custear as despesas dos times visitantes - ou parte delas.

As dificuldades financeiras não são o único problema da NLB, que foi retaliada pela CBB antes mesmo de seu início. Não reconhecida pela entidade, a liga viu a debandada de times tradicionais, como Franca, Paulistano, Ribeirão Preto e as equipes do grupo Universo, que vão disputar o Brasileiro da confederação a partir de 11 de dezembro. Ao todo, 28 times participarão do Nacional.

A CBB foi além: os atletas da NLB não poderão defender a seleção, que ano que vem disputará, entre 19 de agosto e 3 de setembro, o Mundial no Japão. “Vamos valorizar quem acreditou no nosso projeto. Seremos transparentes. É o que o basquete mais precisa”, afirmou Oscar.

O torneio feminino tem até agora seis equipes: Rio Preto, São Bernardo, Piracicaba, Pindamonhangaba, Niterói e Maringá. A estréia será em 19 de novembro. Limeira x Rio de Janeiro, ESPN, às 20h30

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