Bárbara Paz era pessoa muita estimada e querida nos primórdios da cidade de Avaré (130 km de Bauru). Era candidata a prefeita contra um coronel da época, mas, no dia da eleição, acabou morrendo. No velório, lançaram o nome do filho dela para concorrer em seu lugar. O padre que encomendava o corpo se entusiamou; insuflando o povo a ir ao velório para votar no recém-escolhido candidato. O coronel adversário ficou sabendo e enviou alguns capangas para dar um corretivo no padre.
Mas bater em padre era complicado e o chefe dos capangas fez antes algumas perguntas ao padre:
- É pecado bater em padre? perguntou o capanga.
- Sim, respondeu o padre.
- Mas se eu fosse bater no senhor, em qual lugar eu poderia bater?
Apontando a aba do chapéu característico, o padre respondeu:
- Daqui para cima, meu filho.
O capanga deu a ordem:
- Vira o padre de cabeça para baixo! Foi uma sova danada e, no dia seguinte, o padre se mandou de Avaré...
Contada por Pedro Romualdo