Regional

Acusados por incêndio se apresentam

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Meia hora antes de esgotar o prazo da liberdade provisória, Amarildo Barbosa, 41 anos, e Bruno Gaudêncio Coércio, 22 anos, acusados de terem participado do incêndio ao prédio da Central Marília Notícias (CMN), apresentaram-se ontem à polícia.

Ambos foram encaminhados à Cadeia de Pompéia, onde também está preso o serralheiro Amauri Campoy, 57 anos e outro suspeito.

A liberdade provisória de Barbosa e Coércio acabou às 17h de ontem. Depois desse prazo, os dois estavam sujeitos a ser presos em cumprimento aos mandados de prisão expedidos pela 1.ª Vara Criminal de Marília.

O prazo é fixado em lei eleitoral. Em razão do referendo (realizado no último domingo), nenhuma pessoa podia ser presa cinco dias antes nem dois dias depois da votação, exceto em caso de flagrante. Como a votação foi encerrada às 17h de domingo, a liberdade dos acusados acabava ontem.

Barbosa e Coércio ficaram 41 dias desaparecidos. Eles tiveram a prisão decretada depois de serem apontados como responsáveis pelo atentado contra a CMN, que edita o jornal Diário de Marília e é proprietária das rádios Diário FM e Dirceu AM. Um incêndio supostamente criminoso destruiu parcialmente as instalações da CMN.

Coércio é filho do secretário municipal de Esportes, Carlos Coércio. Ele foi apontado por Amauri Campoy, o primeiro a ser preso, como o responsável pela contratação dele e de outras três pessoas (dois homens e uma mulher) para provocar o incêndio.

Barbosa atuou como assessor da liderança do PSB na Assembléia Legislativa de São Paulo até o início do mês passado, por indicação do deputado estadual Vinícius Camarinha.

Três dos quatro suspeitos já identificados pela polícia possuem ligações com o ex-prefeito de Marília, José Abelardo Guimarães Camarinha (PMDB), e com o filho dele, o deputado Vinícius Camarinha. Pai e filho negam participação no caso.

De acordo com o ex-prefeito, apesar das acusações contra ele, ainda não surgiram provas que comprovem sua participação no crime. Até mesmo o filho do ex-prefeito, Rafael Camarinha, teve a prisão solicitada pelo delegado seccional Roberto Terraz.

No entanto, o juiz José Roberto Nogueira, da 1.ª Vara Criminal de Marília, negou o pedido. Ele alegou que o acusado estuda e tem residência fixa em Marília. Além disso, Rafael assinou um termo se comprometendo a não sair da cidade até o fim das investigações. Ele teve também o passaporte retido pela Justiça.

O filho do ex-prefeito foi apontado por Anderson Ricardo Lopes, 25 anos, também preso, como o mandante do crime.

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