Brasília - A arrecadação de impostos e contribuições federais - incluindo as previdenciárias - segue batendo recordes, apesar da greve de auditores e técnicos da Receita Federal. Em setembro, a chamada “Super-Receita” arrecadou R$ 37,99 bilhões, o melhor resultado para o mês na história. Em termos reais, o valor é 1,71% superior ao registrado em setembro de 2004. No ano, o total recolhido já chega a R$ 345,752 bilhões. Corrigido pela inflação, o montante acumulado é igual a R$ 350,258 bilhões - alta de 5,69% sobre janeiro-setembro do ano passado. Trata-se de soma recorde para o período.
O secretário-adjunto da Receita Ricardo Pinheiro avalia que o resultado está “dentro do previsto, com muito sofrimento e dedicação”. Segundo ele, nem mesmo a greve afetou os números da arrecadação, embora a paralisação venha se arrastando desde julho.
Entre os tributos que contribuíram para o aumento na arrecadação, tanto no mês quanto no acumulado no ano, estão o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em setembro, o IRPJ apresentou crescimento real de 23,89%, e a CSLL, de 25,47%, em relação ao mesmo mês do ano passado.
O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), de janeiro a setembro, registrou alta de arrecadação de 12,83%. Só o IR retido na fonte sobre os rendimentos do trabalho acumula aumento de 5,47%, apesar da correção da tabela do IR a partir de janeiro.